Monitor do PIB aponta alta na atividade econômica de 1,8% em maio
Acumulado do Produto Interno Bruto até o quinto mês do ano atingiu R$ 3,4 trilhões, conforme o FGV Ibre
O Monitor do PIB, do FGV Ibre, apontou um crescimento de 1,8% na atividade econômica brasileira em maio, em comparação a abril, e retração de 0,9% no trimestre móvel findo em maio, frente aos três meses encerrados em fevereiro. Em termos monetários, o instituto estima que o Produto Interno Bruto acumulado nos cinco meses iniciais de 2021 seja de R$ 3.434.352.000.000.
Em relatório divulgado nesta sexta-feira (16), o instituto afirma que a economia cresceu 13,4% em maio frente o mesmo mês de 2020 e 9,7% no trimestre móvel, no comparativo com o mesmo intervalo do ano passado. O Monitor do PIB é uma prévia do indicador oficial do crescimento econômico, o PIB/IBGE, que tem periodicidade trimestral.
Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, atribuiu o ritmo de intenso crescimento, observado desde abril, à baixa base de comparação em 2020. “A economia ainda se encontra 0,7% abaixo do nível que detinha em fevereiro de 2020, período anterior ao início da pandemia no país. Esses resultados mostram que ainda há um longo caminho para a retomada mais robusta da economia” afirmou.
No Monitor do PIB de maio, o consumo das famílias cresceu 10,1% no trimestre móvel findo naquele mês em comparação ao mesmo período do ano passado. Todos os componentes do consumo tiveram expansão, com destaque para produtos duráveis (49,8%) e semiduráveis (71,6%).
Já a Formação Bruta de Capital Fixo – principal sinalizador do investimento cresceu 29,3% no trimestre móvel finalizado em maio em comparação ao mesmo período do ano passado. O principal responsável por essa aceleração foram as máquinas e equipamentos, sobretudo automóveis, caminhões e veículos automotores.
Quanto ao comércio exterior, as exportações cresceram 12,3% no trimestre móvel, também com aumento em todos os segmentos. As importações apresentaram alta maior (28,5%) no trimestre móvel, influenciados principalmente por bens intermediários (38%) e bens de capital (32,6%).
Fonte: Bahia.ba





