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Soldado Prisco comenta segurança pública na Bahia e cenário político durante entrevista na Rádio Andaiá

Coordenador da ASPRA e ex-deputado estadual falou sobre possível candidatura, sistema eleitoral brasileiro e criticou a falta de investimentos na segurança pública baiana.

O coordenador geral da Associação de Policiais e Bombeiros Militares da Bahia (ASPRA) e ex-deputado estadual Soldado Prisco comentou, nesta terça-feira (28), durante entrevista ao programa Levante a Voz, da Rádio Andaiá, apresentado por Leo Valente, sobre segurança pública e cenário político na Bahia. No início da entrevista, Prisco não definiu se disputará algum cargo político nas próximas eleições, destacando as dificuldades financeiras do processo eleitoral.

“Continuamos essa luta, continuamos essa batalha. A categoria tem sentido falta dessa voz na Assembleia que a represente. Estamos rodando a Bahia toda, como você mencionou anteriormente. Hoje, a gente só sai candidato porque tem uma base, pois a eleição se tornou muito difícil e muito cara. Há muita estrutura financeira envolvida atualmente nas eleições — algo que a gente não entende, mas esse é o Brasil em que estamos vivendo.”, afirmou.

O ex-deputado também criticou o sistema eleitoral brasileiro, afirmando que o resultado das eleições nem sempre representa a vontade popular.

“Não é feita a vontade popular. Dizemos que o Brasil é um país democrático e que o povo decide, mas, na verdade, não é bem assim. Há casos em que a pessoa é a mais votada, mas não é eleita. Na eleição passada, houve deputado eleito com 21 mil votos; eu tive o dobro e um pouco mais, e não fui eleito. Esse é o país em que vivemos e temos que nos adequar, infelizmente, a essa realidade. Gostaria muito que o Congresso mudasse isso, mas não vejo expectativa de mudança.”, afirmou Prisco.

Durante a entrevista, Soldado Prisco declarou ainda que a segurança pública na Bahia tem piorado por conta da falta de valorização dos profissionais da área e da ausência de investimentos na categoria.

“A segurança pública que existe na Bahia hoje está aí há vinte anos e só vem piorando. A propaganda do governo fala em diminuição dos índices, mas, na prática, no dia a dia, quem está no rádio sabe que isso não é verdade. Vamos continuar cobrando uma segurança melhor para a população; são vidas que estão se perdendo. Qual é o preço da vida? Infelizmente, o governo não tem valorizado isso. A categoria tem sofrido muito e a valorização está praticamente zero. Dizem: ‘ah, eu compro viatura, melhoro o quartel’. Sim, mas vai comprar viatura para colocar quem dentro? Fantasmas? O efetivo não existe, há uma carência muito grande. Era para termos 48 mil policiais e temos apenas 32 mil. Faltam investimentos naqueles que estão na ponta. O salário hoje está muito aquém da realidade de quem dedica a vida ao próximo. Vemos isso há muito tempo: gasta-se um mundo em propaganda, mas a mudança real não acontece.”, apontou o Soldado.

Por Kaylan Anibal / 28/04/2026 às 11:30

Foto: Blog do Valente

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