Política

Documento confirma oferta de disparo ilegal de mensagens na eleição

Troca de e-mail e envio de orçamento comprovam a oferta do serviço de disparo em massa de mensagens por meio do WhatsApp. É o que diz a Folha de S. Paulo, neste sábado (20), diante de documentos a que teve acesso. Um das agências digitais envolvidas, a Croc Services, formalizou proposta de R$ 8,7 milhões à campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República. A empresa, ainda conforme o jornal, usaria base de dados própria. A legislação eleitoral proíbe a compra de base de terceiros – muitas vezes feita a empresas de cobrança ou a funcionários de empresas telefônicas. Só é permitindo o uso das listas de apoiadores do próprio político – números cedidos de forma voluntária. A opção de contrato conseguida pela Folha cita opções diversas de disparos de mensagens por WhatsApp, com pagamento a ser feito até três dias antes da ação.

O marqueteiro digital de Alckmin, Marcelo Vitorino, confirma a oferta. Ele diz, no entanto, que a opção da campanha tucana foi pelo uso da lista com dados apenas de militantes e membros do PSDB, bem como de apoiadores que forneceram dados nas redes do candidato, de forma voluntária. Pelo serviço, pagou R$ 495 mil, a R$ 0,09 cada disparo. O sócio-diretor da Croc, Pedro Freitas, afirmou não saber que a prática era ilegal, mas confirma a oferta e prestação do serviço. Disse, ainda, que usa uma base própria de usuários, acumulada ao longo dos anos. "Se as campanhas compraram a base de alguém eu não sei, mas o fato é que me mandaram a lista de telefones."

Inquérito

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