Política

Fogo amigo: Apoiadores de Bolsonaro na Bahia trocam farpas após ato na Barra

Apoiadores do candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), na Bahia estão em clima de guerra pelo voto de eleitores. Prova disso é o conflito gerado entre os postulantes Cláudio Silva (PHS) e Dayane Pimentel (PSL) logo após o ato em apoio ao deputado federal realizado em Salvador, neste domingo (30). Apesar de compartilharem a mesma coligação, os dois não se bicam. Conforme o BNews noticiou, dois atos foram realizados no mesmo dia: um comandado por Cláudio e “outro em defesa das mulheres”, segundo os organizadores. Só que o segundo, organizado por Pimentel, estava vazio e não conseguiu sair do Porto da Barra (veja foto ao lado). Segundo a reportagem apurou, ela ficou “ressentida” após não receber a autorização para colocar o seu trio elétrico no Farol da Barra. E chegou a afirmar que Silva teria se "aproveitado" da divulgação do evento (que teria sido convocado por ela desde o início). Procurada, Pimentel se manifestou sobre o assunto. “A gente foi solicitar a Transalvador autorização para colocar um trio no Farol da Barra no dia 30, às 9h, e foi negado. Disseram que já existia outro evento de crossfit no mesmo local. Quando chegamos tinha o evento crossfit, mas tinha evento político também. Mesmo assim fomos ao Farol fazendo panfletagem. Programamos o evento para contrapor o #EleNão que aconteceu no sábado”, afirma. Sem citar o nome de Cláudio Silva inicialmente, postulante alfineta o rival insinuando que ele seria "oportunista": “Nessa reta final, muitos oportunistas querem se aproveitar do nome de Bolsonaro. Alguns candidatos tentam pongar na popularidade de Bolsonaro”. Indagada sobre qual seria a motivação da proibição, ela tergiversa: “Não posso afirmar, fica o questionamento. […] Se apropriaram do nosso evento. Aí você chega ali e vê alguém, que não tem nada a ver com Bolsonaro, falando em nome de Bolsonaro”. Indagada diretamente se estava falando sobre Cláudio Silva, a postulante dispara: “Me deixa preocupada ver uma pessoa que tem questões mal resolvidas com o Ministério Público [fazendo campanha para Bolsonaro]. Isso me deixa bastante preocupada. Não é o currículo que nós bolsonaristas buscamos para nos representar, buscamos uma pessoa fora de qualquer escândalo e de coisa errada. Buscamos pessoas limpas para elevar o nome dele [Bolsonaro]”. Dayane Pimentel também se mostra insatisfeita com a coligação da qual o PSL faz parte na Bahia. “A coligação foi feita em respeito ao coronel Mourão que veio para a chapa de Bolsonaro. Quando fui ao PRTB, ele já estava coligado com o PHS. Nós do PSL não podemos responder por pessoas do PHS. O nosso público espera pessoas de ficha limpa”, vocifera. “Ninguém tem exclusividade de Bolsonaro” Também procurado pelo BNews, Cláudio Silva minimiza as acusações de Dayane de que teria se apropriado de um evento organizado por ela. “Desconheço qualquer coisa nesse sentido”, dispara. “Dei entrada no evento no dia 16 de setembro. Talvez Dayane tentou fazer movimento na cidade onde não tem penetração, ela é de Feira de Santana”, alfineta. Para ele, “todos têm que se juntar pela candidatura de Bolsonaro”. “É um movimento que tenho feito há 3 finais de semana", explica, engando ainda ter divergências com a candidata. "Não há confronto, torço pela vitória da professora Dayane Pimenel, é uma boa candidata, mas chegou agora na política. O público avalia a experiência que você tem, os seus serviços prestados”. O postulante também afirma que não crê “que as pessoas foram enganadas” ao irem ao evento. "Para que não paire dúvida sobre nosso poder de mobilização, dia 23 botei o trio no Porto da Barra e encheu […] Ninguém tem exclusividade de Bolsonaro”, finaliza. Fonte: Bocão News

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