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Lavagem popular é cultura e religiosidade nas ruas de Maragojipe

O som da charanga deu o tom do domingo em Maragojipe. Conduzida por integrantes do terreiro Banda Lecongo, a lavagem popular ganhou as ruas do município. O cortejo sai do bairro Boiada, para na Igreja Matriz e então percorre diversas ruas da cidade até no bairro Enseada.


Com milhares de seguidores, a lavagem reúne momentos de irreverência e religiosidade. Para a comunidade do Banda Lecongo, que há 10 anos inicia a festa, o ritual é o momento de pedir saúde, prosperidade e paz. “Maragojipe precisa de paz”, disse a filha de santo Silvia Maria da Conceição, conhecida como Mãe Itambucá. “É um prazer saudar São Bartolomeu”, completou.




Geddel ao lado de Vera da Saúde

A saída do cortejo do terreiro é uma homenagem a Mãe Quisaci, 84, matriarca e líder da comunidade, onde o santo é para a nação Angola o Angorô. O secretário de Cultura e Turismo, Hernane Mercês de Oliveira destacou que os impactos turísticos e econômicos da lavagem popular são frutos da consolidação histórica do ritual, desde quando eram os escravos que realizavam a lavagem. O gestor lembrou também a união das secretarias para a organização das festas a São Bartolomeu no mês de agosto. “O governo municipal colocou o coração na festa, valorizando a cultura”, afirmou.



O cortejo foi acompanhado pela prefeita Vera Lúcia Maria dos Santos e secretários municipais. A prefeita recebeu a visita do vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima e do deputado federal Lúcio Vieira Lima, que conheceram a lavagem popular.

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