Política

Agressão entre senadores interrompe tramitação da reforma trabalhista

 A leitura do relatório da reforma trabalhista no Senado foi interrompida nesta terça-feira (23) por agressão entre parlamentares que se chamaram de ‘bandido’ e de ‘vagabundo’.

A confusão começou quando o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse para Ataídes Oliveira (PSDB-TO) que ele ‘apoiava um governo corrupto’. O tucano respondeu chamando Randolfe de ‘bandido’, que retrucou: ‘me respeite, bandido é o senhor’. Ataídes se irritou e partiu para cima de Randolfe, chamando-o de ‘moleque’ e ‘vagabundo’.

Outros senadores agiram para separar a briga. A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) chegou a se sentar à mesa para impedir a leitura do relatório, que seria feita pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). O tucano deixou a sessão no meio da confusão, aconselhado pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).

CAE — O governo defende a leitura do relatório nesta terça na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) para dar impressão de normalidade em meio à crise política. Esse seria o primeiro andamento do projeto na Casa.

A sessão começou às 8h30 com uma audiência pública e foi marcada por protestos de oposicionistas que chegaram a pedir a saída do presidente Michel Temer e a prisão de Jucá, ambos investigados na Lava Jato.

‘Eles não vão ganhar no grito. O próximo passo é queimar pneu aqui dentro’, disse Jucá.

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