“A escolha foi aleatória”, revela jornalista sobre capa que previu sucesso de Ana Marcela
Nadadora foi destaque da primeira edição do jornal esportivo

Em 27 de agosto de 2003, a primeira edição do jornal A Tarde Esporte Clube chegou às bancas trazendo como destaque a pequena nadadora Ana Marcela Cunha, então com 11 anos de idade. Na noite da última terça-feira (3), a baiana conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio e a publicação foi resgatada nas redes sociais como uma bem-sucedida previsão do sucesso da atleta.
A escolha, que divergiu das celebridades do futebol masculino que costumavam figurar nos lançamentos de suplementos esportivos, foi, no entanto, “aleatória”. Quem confessa isso é Paulo Leandro, então editor-chefe do esporte de A Tarde e idealizador daquela capa.
“Foi uma escolha aleatória, não foi pensado com muito rigor”, admite. Segundo ele, as únicas condições para a seleção da personagem eram que fosse uma mulher que tinha vontade de ser vencedora, mas sem visibilidade e sem grandes conquistas ainda.
Hoje, 18 anos depois, a escolha felizarda se consagrou como destaque não só naquela edição do jornal, como no maior evento esportivo internacional, com o lugar mais alto no pódio. Pois, como já dizia a chamada da capa em 2003, “lugar de mulher é no pódio”.
“Essa frase ou foi algo divinatório ou resultado do conhecimento produzido pelos estudos na universidade. Não lembro bem. Mas isso destaca a importância da academia e de estar conectado com o tempo que vivemos”, diz Leandro, orgulhoso.
Fonte: Metro1