Único orfanato de Simões Filho vai fechar as portas por falta de ajuda da Prefeitura

Quem passa pela Praça Noêmia Meireles, mais conhecida como Praça da Bandeira, no Centro de Simões Filho, região metropolitana de Salvador (RMS), nem imagina que entre os muros e grades de uma casa, muitas criancinhas em situação de risco social ganhou uma nova chance na vida. É lá que funciona a sede da associação Lar Irmã Benedita Camurugi, uma organização não governamental de acolhimento, que nos seus 23 anos de existência, já atendeu mais de mil crianças e adolescentes vítimas de abusos sexuais, violência física ou abandono dos pais.
A situação dessas crianças estão se agravando porque a casa encontra-se na iminência de fechar as portas no município, em razão de não ter apoio da Prefeitura Municipal de Simões Filho. A situação foi confirmada por Nilzete de Almeida Camurugi, 87 anos, presidenta do Lar. Segundo ela, diversos pedidos de ajuda já foram feitos ao prefeito.
“O prefeito me prometeu ajuda, inclusive, ele esteve aqui no mês de janeiro, precisamente no dia 20, ele almoçou aqui, disse que nos ajudaria e que com certeza não seria como o prefeito anterior. Mas de ajuda não recebemos absolutamente nada, nem uma lata de leite”, desabafou.
“A situação é tão critica que podemos fechar as portas. Já procurei a prefeitura várias vezes. Promessas não faltam – sempre promete que vai ajudar, mas por enquanto, até agora, não ajudaram em nada”, ressaltou.
Dona Nilzete fica bastante preocupada com a situação, pois além das despesas como água, telefone, energia e botijão de gás, ela ainda precisa custear o pagamento dos salários de motoristas, contadores, coordenadoras, cozinheiras e cuidadoras de crianças. Outra carência é uma reforma na casa, doações em espécie e de alimentos como arroz, feijão, até mesmo, brinquedos e roupas usadas. Alimento perecíveis também são aceitos.
“Meu sentimento é de muita tristeza. A casa está numa situação precária, precisando de uma grande reforma. Estou sem condições, pois orfanato vive de doações e da minha aposentadoria, que é pouquíssima. Fico mendigando aos meus filhos para pagar aos trabalhadores”, argumenta.






