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Vendas de carros caem 19,1% e produção volta ao nível de 2006

 As montadoras refizeram as contas e projetam para este ano produção de 2,585 milhões de veículos. Com esse volume, o País deve retroceder aos níveis de 2006, quando produziu 2,4 milhões de unidades. Foi a segunda revisão no ano feita pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

 
Em janeiro, a aposta era de crescimento de 4,1% em relação a 2014, com 3,2 milhões de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus. O novo número, se confirmado, representará queda de 17,8% na comparação com o ano passado, que já foi 15,2% menor que o de 2013.
 
Até maio, a queda acumulada é de 19,1%, com 1,092 milhão de unidades. O resultado do mês passado foi o pior para maio em dez anos. O presidente da Anfavea, Luiz Moan, espera uma pequena melhora no mercado no segundo semestre, mas admite que maio “ficou bastante abaixo das previsões”.
Isoladamente, o segmento de caminhões foi o mais afetado, com queda de 51,4% ante a produção de um ano atrás. Foram feitas apenas 6.169 unidades, o menor volume para o mês desde 1999. Além da paralisação geral na economia, Moan credita o resultado à restrição do crédito para financiamento, falta de confiança dos consumidores e demora na aprovação do pacote fiscal do governo, que também gera insegurança no mercado.
 
Pela nova previsão da Anfavea, as vendas – que até agora caíram 20,9% no acumulado do ano – devem manter esse índice de retração, fechando o ano com cerca de 2,8 milhões de unidades, voltando assim ao patamar de 2008, no auge da crise financeira internacional.
 
Somente as exportações devem apresentar pequena melhora de 1,1% no ano, com 338 mil unidades, puxadas especialmente pelo melhor desempenho das vendas ao México.
 
Com produção e vendas desabando, as montadoras cortaram 6,3 mil postos de trabalho só neste ano, dos quais 1,4 mil em maio. Segundo a Anfavea, atualmente há 25 mil trabalhadores do setor em casa, o equivalente a 18% de todo o efetivo em regime de férias coletivas. Correio

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