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Recôncavo: Irmandades católicas sofrem esvaziamento

Criadas na Idade Média para que fiéis leigos buscassem o caminho da perfeição, segundo modelo de santos que foram padres, freis ou freiras, as irmandades católicas, devoções e ordens terceiras vêm perdendo representatividade tanto no seio da Igreja Católica como na sociedade. Em Salvador e no Recôncavo baiano, elas são atualmente 37, mas cinco estão em processo de extinção.



Algumas possuem templos próprios, como as devoções e irmandades do Senhor do Bonfim e dos Homens Pretos ou a Ordem Terceira Franciscana. Outras sobrevivem, principalmente, devido à parceria com órgãos que cuidam do patrimônio histórico.



Segundo o delegado episcopal para as irmandades, padre Lázaro Muniz, entre as que serão extintas estão as de Bom Jesus da Paciência e São Pedro Velho – ligadas à Paróquia de São Pedro, na Piedade – e a da Santíssima Trindade, em Água de Meninos.



Substituição – Tanto padre Lázaro quanto dom Gregório Paixão, atualmente bispo de Petrópolis (RJ) e doutor em antropologia, apontam que muitos serviços antes realizados pelas irmandades são atualmente desenvolvidos por pastorais e novos movimentos e comunidades católicas.



"Após o Concílio Vaticano II, mostrou-se que os leigos também poderiam alcançar a santidade, sem necessariamente vestir hábitos, como os terceiros e membros de irmandades", disse o bispo.

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