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Representantes de religiões de matriz africana reivindicam direitos em encontro na Governadoria

Um grupo de 16 lideranças de religiões de matriz africana pediu uma reunião com o governador Rui Costa, na sede da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), nesta quinta-feira (23). Na pauta estão presentes ações de combate à intolerância religiosa. "Queremos chamar atenção para os casos de intolerância religiosa na Bahia. As leis já existem, queremos que elas sejam praticadas.  O estado deixou de ser laico? Estamos vivendo um período onde se agride em nome da fé", afirmou o coordenador do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Táta Ricardo Tavares. As lideranças foram atendidas por volta das 10h pelo titular da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Álvaro Gomes, e pela coordenadora de assunto sociais da Secretaria de Relações Institucionais (Serin), Mary Cláudia Sousa, que representaram o governador enquanto ele cumpria agenda em Jaguarari, no norte do estado. De acordo o coordenador do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Marcos Rezende, na reunião ficou acertada a criação de um Grupo de Trabalho (GT) com representantes do culto afro, do Gabinete do Governador e da Secretária de Relações Institucionais. Além disso, foi discutido o repasse de verbas asseguradas pelo edital em apoio a empreendimento econômicos solidários e as redes de economia solidária nos espaços culturais de matrizes africanas, publicado em 2014. O edital inicialmente era de R$ 10 milhões divididos para 12 entidades que assinaram um convênio. Mas houve um contingenciamento  de R$ 5 milhões no final do ano passado. "Agora 19 entidades devem ser chamadas para assinar convênios em um prazo de 30 a 40 dias, pois a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e a Setre conseguiram levantar mais R$ 2 milhões e, assim, outras entidades foram contempladas", afirmou Marcos. Para a ialorixá Jaciara dos Santos – filha biológica de Mãe Gilda, a fundadora do terreiro Axé Abassá de Ogum, em Itapuã –  a intolerância religiosa continua se agravando. "As pessoas que estão dentro do governo em portas fechadas não percebem como a violência religiosa incita uma grande confusão. É preciso sinalizar, por isto estamos aqui", pontua.  A reunião contou ainda com a presença de diversas lideranças de terreiros da Bahia, além de Rita Santos, coordenadora da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam). "O acarajé também sofre intolerância, não queremos perder o título por conta dos chamados "bolinhos de jesus", afirma. Fonte:Correios da Bahia

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