Esportes

Com AP atrasado, medalhista olímpica roda Uber e pensa em deixar boxe

Única mulher brasileira a ganhar uma medalha olímpica no boxe – bronze nos Jogos de Londres, na categoria leve, em 2012 –, aos 36 anos, a pugilista Adriana Araújo pensa em abandonar a carreira. Sem treinar desde o fim de novembro do ano passado, atualmente ela sobrevive com a renda obtida como motorista do Uber na capital baiana e de outros trabalhos informais.  “Estou no Brasil. Infelizmente, o país não nos dá a condição de viver apenas do esporte. A gente tem que sobreviver, pagar as nossas contas. Triste, lamentável, mas é isso”, declarou a atleta, em conversa com o Metro1, durante uma corrida em seu Nissan Sentra branco, onde atua há três meses e ostenta uma avaliação de 4,8, que a coloca na plataforma VIP do aplicativo. “É uma vergonha. Olha, meu amigo, a minha indignação é tanta que você não tem noção da vontade que eu tenho de sair desse meio, do esporte, e caminhar para outra vida, outra área, outras coisas que eu gosto de fazer. É um meio muito sacana”, critica. Para não deixar os ringues, a boxeadora mantém conversas com um agente de São Paulo, mas o cenário é desanimador. “Eu estou fazendo alguns bicos. Estou esperando apenas marcar umas audiências que eu vou ter com umas pessoas. 

 

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