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“Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”, diz Lula após críticas dos EUA ao sistema de pagamento brasileiro

Presidente rebate documento da Casa Branca que aponta o Pix como possível barreira ao comércio internacional e afirma que ferramenta continuará sendo aprimorada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não pretende alterar o funcionamento do Pix após críticas feitas em documento ligado ao governo dos Estados Unidos. A declaração foi dada nesta quarta-feira (2), durante visita às obras de implantação do VLT, em Salvador.

O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando para a sociedade brasileira. O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix, para que cada vez mais ele possa atender a necessidade de mulheres e homens deste país”, disse o presidente.

Segundo Lula, o relatório divulgado por um órgão do governo norte-americano apontou que o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro poderia gerar impactos no comércio internacional e na competitividade de empresas estrangeiras do setor financeiro. “Os EUA fizeram um relatório essa semana sobre o Pix, disseram que distorce o comércio internacional, que cria problemas para a moeda deles”, afirmou.Leia também:

O documento foi elaborado pelo Office of the United States Trade Representative, ligado à Casa Branca, e menciona preocupações de empresas norte-americanas quanto ao modelo de operação do Pix. O relatório destaca que o Banco Central do Brasil é responsável por criar, administrar e regular a plataforma, o que, segundo o órgão, poderia favorecer o sistema em relação a provedores privados de pagamentos eletrônicos.

O Pix é um sistema de transferências instantâneas criado pelo Banco Central que permite operações financeiras em tempo real, 24 horas por dia, incluindo fins de semana e feriados. A ferramenta se consolidou como um dos principais meios de pagamento do país, ampliando o acesso a serviços financeiros e reduzindo custos de transação.

Investigações comerciais anteriores conduzidas pelos Estados Unidos já haviam mencionado serviços digitais e soluções de pagamento vinculadas ao Estado brasileiro como possíveis fatores de desequilíbrio competitivo, embora sem citação direta ao Pix.

Por Lala / 02/04/2026 às 14:30

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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