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Irã teria enviado mensagem aos EUA para negociar fim da guerra, diz TV 

Rede de TV americana afirma que autoridades iranianas teriam sinalizado disposição para diálogo; governo do Irã nega envio de mensagem.

O Irã teria enviado uma mensagem aos Estados Unidos indicando possível retorno às negociações para pôr fim à guerra. A informação foi divulgada pela rede de televisão americana CNN. Representantes iranianos teriam sinalizado disposição para conversar com os Estados Unidos.

A proposta seria abrir um canal de diálogo com a CIA, a agência de inteligência americana, para discutir formas de encerrar o conflito envolvendo Estados Unidos e Israel, iniciado no último sábado (28). De acordo com a TV, o contato teria sido transmitido por meio da inteligência de um terceiro país.

O governo americano não confirmou nem comentou oficialmente as supostas mensagens. Tanto a CNN quanto o jornal The New York Times afirmaram ter ouvido fontes familiarizadas com o assunto.

“Desde que isso se tornou um problema real, recebemos vários contatos. Não é muito diferente do que aconteceu antes: pessoas querendo ver se podem ajudar a resolver o problema, e nós conversamos com elas.”, disse uma fonte, que preferiu não se identificar, à CNN.

Apesar das informações divulgadas pela imprensa americana, autoridades do Irã contestaram a notícia e afirmaram que não há conversas ou negociações em andamento.

“Não enviamos nenhuma mensagem aos americanos porque estamos nos defendendo. Estamos em modo defensivo. E o que estamos fazendo é nos proteger, nos defender. Portanto, nenhuma mensagem está sendo enviada e não recebemos nenhuma mensagem dos Estados Unidos nem de ninguém.”, disse Majid Takht-Ravanchi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã.

Sobre a guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou um ataque contra o Irã. Segundo a Central de Comando dos Estados Unidos, a United States Central Command, os americanos atingiram pelo menos 2.000 alvos apenas nos primeiros três dias de guerra contra o Irã.

Outros 20 navios iranianos também foram afundados durante bombardeios realizados pelos Estados Unidos, de acordo com o comando militar.

Entre os alvos estão o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, além de centros de comando e controle, locais de mísseis balísticos, navios da marinha e estruturas de comunicação iranianas.

A operação militar teve início na madrugada de 28 de fevereiro. Segundo a Centcom, os recursos utilizados pelos Estados Unidos incluem bombardeiros B-1, caças F-16, porta-aviões de propulsão nuclear e destróieres de mísseis guiados.

O comando militar também informou que o regime iraniano não possui atualmente navios no Golfo de Omã. Antes do início da guerra, os Estados Unidos afirmavam que havia 11 embarcações iranianas na região.

Um relatório divulgado pela Human Rights Activists News Agency aponta para um número elevado de mortos em território iraniano desde o início do conflito.

Segundo o levantamento, pelo menos 1.097 pessoas — entre elas 181 crianças — morreram no Irã desde o começo da guerra com Estados Unidos e Israel, no sábado (28). Somente nas últimas 24 horas, 85 mortes foram registradas.

Outras 624 mortes relatadas ainda estão em processo de revisão, aguardando verificação e classificação. Já o número de civis feridos chega a 971 pessoas, incluindo 115 crianças.

A Human Rights Activists News Agency é uma agência de notícias focada em direitos humanos no Irã e está associada à organização Human Rights Activists in Iran, entidade não governamental que monitora violações de direitos humanos no país.

Por Kaylan Anibal / 05/03/2026 às 06:30

Foto: ALEX MITA / IRIB TV / AFP

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