Ministro Sergio Moro desconversa e afirma que não há tensão com Rodrigo Maia

Em entrevista à Rádio Band News de Brasília o ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Sergio Moro comentou o clima tenso que vem se acentuando entre ele e presidente da Câmara Federal, o deputado Rodrigo Maia. De acordo com o ex-juiz o fato está sendo: “Supervalorizado. Rusgas são normais. Já conversamos e cabe ao presidente (Bolsonaro) definir com o presidente da Câmara Rodrigo Maia”, disse e completou ao refletir que para questões políticas é necessário ter “paciência”. Um assunto pontuado foi a decisão do Superior Tribunal Federal (STF) que passou casos de caixa dois ligados à corrupção para as mãos da Justiça Eleitoral: “Eu já tinha manifestado, com todo o respeito ao STF, que não foi a melhor decisão. A Justiça Eleitoral não está preparada para a demanda. Mas temos que respeitar as decisões tomadas pelo STF”. Sergio Moro também foi perguntado sobre a sua mudança de postura no tocante a empreender carreira política. No passado o então juiz da Lava-Jato afirmara categoricamente que “não queria ser político” e acabou assumindo o MJSP. “Foi uma opção feita com muita reflexão. Foi difícil abandonar 22 de magistratura. Tenho recebido quase todos os dias, parlamentares e tem havido muito diálogo. É bem diferente do trabalho de um juiz”, afirmou ao explicar que pretende fazer um trabalho focado também na Segurança Pública. Uma das novidades trazidas à tona foi a intenção do ministro em trazer para o Brasil um método de integração órgãos de Segurança Pública dos Estados Unidos, chamada Fusion Center. Neste modelo, que teve início depois do atentado que derrubou as Torres Gêmeas, em Nova York, nos Estados Unidos, várias agências de segurança juntam informações para assegurar melhoramento de inteligência e operações. Moro se espantou quando questionado se pretendia concorrer à Presidência da República: “Nossa 2022 parece que vai ser daqui a 20 anos. Não tenho nenhuma pretensão nesse sentido”, enfatizou e finalizou ao afirmar que a reforma da Previdência Social e a aprovação do pacote de leis anticrime devem ser as pautas mais focadas.






