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Fake news sobre vacinas esvaziam postos e podem causar o retorno da poliomielite

As notícias falsas, as chamadas fake news, divulgadas sobre as vacinas que combatem a febre amarela e a poliomielite dão um exemplo de quão nociva a falta de informação pode ser. Através de um grupo no WhatsApp, a dona de casa Lourdes Silva recebeu o áudio de uma suposta médica que listava motivos para comprovar que a imunização era “extremamente nociva”. “Ela explicou que as pessoas terão sérios problemas por causa das reações”, comentou sobre a vacina da febre amarela. Bahia lidera risco de retorno da pólio. Dados do Ministério da Saúde mostram que 63 cidades do estado não vacinaram nem metade das crianças que compõem o público-alvo da imunização no ano de 2017. A taxa, segundo o coordenador de Imunização da Secretaria de Saúde do Estado, Ramon Saavedra, tem sido baixa desde 2016. “A medida em que a cobertura vacinal vai sofrendo queda, o risco vai aumentando. O que mantém livre da doença é o mecanismo de vacinação. No caso da polio, existe uma meta de 95% de vacinação para ser alcançada e, desde 2016, a Bahia não têm conseguido alcançar essa meta”, explicou. De acordo com a Sesab, em 2017 só 70% do público-alvo foi vacinado no estado. “Em relação a Febre Amarela, a cobertura em 2018 também ficou em 68%. Existe uma linha de ação para tentar combater essas notícias [falsas] que têm colocado a população em risco”, completou Saavedra. Fonte: Metro 1

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