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Transexual demitida de programa da Globo desabafa: muita falsidade e hipocrisia

 Depois que a Rede Globo exibiu na semana passada, uma edição especial do Amor & Sexo, que falou sobre identidade de gênero, Barbara Aires, transexual que foi funcionária da atração, decidiu desabafar nas redes sociais sobre o programa.

 
Em seu perfil no Facebook, Barbara contou que trabalhou por dois anos como consultora do formato e, no início, Fernanda Lima era somente a apresentadora e depois se tornou redatora final junto com o seu empresário. “Entre outras situações, que não vou expor para não ficar maior ainda o texto, quando meu contrato chegou ao fim, pela primeira vez em dois anos, dois anos de serviços prestados, ele não foi renovado. Me vi desempregada em 1º de janeiro de 2014. E era justamente minha maior expectativa de empregabilidade fixa, pois dias antes eu havia tido uma conversa com o RH, mostrado meu serviço, e estava tudo acertado para na renovação eu deixar de ser, no contrato, consultora e me tornar pesquisadora. Por quê? Simplesmente porque consultora não é um cargo da grade da Globo. É um cargo que o programa tem que pedir, anunciar que irá precisar, e o próprio programa indica. E esse papel é do redator final. Já pesquisadora é um cargo fixo na globo, que trabalha de acordo com a demanda dos programas. E pelo trabalho que apresentei, julgaram que eu me encaixava como pesquisadora. Mas olha que ‘coincidência’,  depois de dois anos, dois anos de trabalhos prestados, elogiados e sempre renovados, foi só mudar a chefia, Fernanda e seu empresário assumirem, que eu não fui chamada, renovada… E fiquei 3 anos, três anos desempregada…”, afirmou a loira.
 
 
 
 
 
Aires afirmou que, depois, conseguiu trabalhar na consultoria de um quadro do Fantástico e com alguns freelas e que hoje é assessora parlamentar. “Mas por que você está explanando isso só agora? Primeiro, que a exibição do programa foi propícia. Muita falsidade e hipocrisia, não aguento. Muito fácil se dizer sem preconceito, fazer discursos lindos, falar de empregabilidade, e usar uma trans apenas como estilista. Mas quando pode manter uma trans na produção, não, imagina. Ou pra ter ibope, como foi hoje. E segundo, que antes, eu não estava empregada. Não pegava bem eu falar sobre isso, poderia me queimar. Mas hoje conhecem meu potencial, meu trabalho. E eu era sozinha né. Se eles quisessem me cobrar eu estaria sozinha para me defender. Hoje eu sei que se eles quiserem fazer algo, tenho como e com quem me defender e onde me apoiar. Enfim, bem resumidamente, é isso. Não falei tudo que queria pra não me alongar mais e não expor pessoas que não precisam ser expostas, mas, pra quem queria saber, está aí o motivo da minha não continuidade no Amor & Sexo. Pra quem não sabia, ficou sabendo”, concluiu.
 
 

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