Cotidiano

Dívidas das famílias travam consumo e tiram R$ 30 bilhões da economia

A queda do endividamento das famílias em um ritmo mais lento do que o esperado é um dos componentes que explicam a trajetória oscilante do consumo nos últimos meses e, em consequência, a lentidão da recuperação econômica como um todo. De acordo com a Folha, a queda do endividamento das famílias em um ritmo mais lento do que o esperado é um dos componentes que explicam a trajetória oscilante do consumo nos últimos meses e, em consequência, a lentidão da recuperação econômica como um todo. Esse movimento liberaria cerca de R$ 30 bilhões à economia, segundo Marcelo Gazzano, economista da AC Pastore. Supondo que tudo fosse direcionado às compras, o consumo das famílias brasileiras encerraria este ano 0,7 ponto percentual maior e adicionaria 0,4 ponto ao PIB (Produto Interno Bruto). Parece pouco, mas significaria um gás na mediana das previsões atuais, de alta de 1,3% para 1,7% do PIB de 2018.  

Segundo a publicação, Gazzano explica que, hoje, a massa salarial ampliada está em R$ 3,173 trilhões. Aplicando a folga esperada (1%) sobre esse total, se chegaria a algo próximo ao montante bilionário a ser injetado na economia brasileira. No entanto, a fatia da renda das famílias direcionada ao pagamento da dívida principal mais seus juros fica ao redor de 20% pelo menos desde outubro de 2017, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Para ele, o consumo das famílias deve crescer 2,1% em 2019, desempenho insuficiente, afirma o economista, para liderar a retomada do PIB. Qualquer soluço no consumo é visto com bastante apreensão porque ele representa 64% do PIB brasileiro, sendo considerado, portanto, o grande motor da economia.

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