Polícia

Quatro detentos fogem do complexo da Mata Escura; presos são ligados a facção BDM

Quatro detentos fugiram na madrugada desta quarta-feira (17) do Presídio de Salvador, no Complexo Penitenciário da Mata Escura. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) confirmou a fuga. Os fugitivos foram identificados como Demerson Barbosa dos Santos, Rafael dos Santos Leite, Cleber de Jesus da Hora e Isaías Wesley Silva dos Santos. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia (Sinspeb), os presos da cela 5, da Galeria D, por volta das 4h da manhã. Eles teriam escalado um muro no final da galeria. Essa é a segunda vez, em pouco mais de uma semana, que uma fuga é registrada na Mata Escura. No dia 8 de outubro, sete detentos evadiram da unidade. Para Fernandes, os casos são demonstrativos de falta de policiamento no local. “O policiamento, na unidade, é inexistente. Há alguns meses, a PM não faz a guarda dos muros, alegando falta de efetivo e precariedade do local. Por esses locais que os presos estão fugindo”,  afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. Ainda segundo ele, tem sido difícil buscar uma solução porque a guarda perimetral é de responsabilidade da PM, subordinada a Secretaria de Segurança Pública (SSP), enquanto a gestão do complexo é feita pela Seap, o que cria conflito entre as duas. “O diretor do sindicato se reuniu ontem com a equipe plantonista dos agentes penitenciários para tentar buscar algum tipo de solução. Mas, infelizmente, não se pode chegar a uma definição porque a unidade prisional é da estrutura da Seap. Só que a guarda da muralha e perimetral é de responsabilidade da PM, da SSP, e fica esse bate-cabeça, em uma atuação que não é harmoniosa”, criticou. Ainda segundo Fernandes, a fuga pode ter sido motivada por uma briga entre facções rivais. Ele explicou que os fugitivos estavam em um pavilhão onde estão presos da facção Comando da Paz, enquanto eles fazem parte da Bonde do Maluco. Por isso, os detentos estavam na chamada “ala de seguro”, para onde vão presos que cometeram, por exemplo, crimes como estupro, que possuem forte rejeição da massa carcerária. Mesmo sendo acusados de delitos como homicídio, roubo e receptação, eles foram colocados no local por questões de segurança. “Isso é um sinal de que eles sofreriam algum tipo de ataque, por isso podem ter fugido. Embora estivessem nessa ala de seguro, ela é de fácil acesso”, comentou. Fonte: Bahia Notícias

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