Política

“Acionem à polícia”, alerta prefeita de Juazeiro após ter celular clonado

Suzana Ramos (PSDB) relatou que golpista pediu dinheiro a pessoas próximas

A prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos (PSDB), usou as redes sociais para denunciar que teve o telefone celular clonado na quinta-feira (5). Segundo a gestora, a invasão foi descoberta após contatos próximos receberam pedidos de dinheiro por meio de seu WathsApp. 

A prefeita afirmou já ter adotado todas medidas cabíveis para que o caso seja investigado.

Nas mensagens em que se passa por ela, o golpista pede transferência por meio do Pix, meio de transações instantâneas recentemente criado pelo Banco Central. Os valores requisitados não aparecem nos prints divulgados por Suzana. 

“Queria te pedir um favor. Você usa Banco do Brasil pelo aplicativo do celular ou já usa o Pix?” questiona o autor da investida. 

O receptor das mensagens, por sua vez, diz não usar a ferramenta, mas responde que a filha a teria. 

De acordo com a prefeita juazeirense, as conversas foram divulgadas como forma de alertar demais pessoas para essa tipo de golpe. Ela não informou, porém, se as pessoas contatadas pelo golpista chegaram a transferir alguma quantia em dinheiro.

“Informo que todas as medidas legais cabíveis já estão sendo adotadas e deixo aqui o alerta para aqueles que receberem algum contato do número que eu usava, em especial os relativos à solicitação de transferências bancárias digitais, desconsiderem a mensagem pois se trata de um golpe. Acionem a polícia”, publicou Suzana em post em sua conta no Instagram.

Senadores também são alvos

No início da semana, os senadores Otto Alencar e Angelo Coronel, ambos do PSD, também tiveram seus celulares clonados. Em ambos os casos, os invasores iniciaram o ataque por meio do WhatsApp. Usuários assíduos do aplicativo, os dois políticos logo alertaram suas listas de contatos para desconsiderar qualquer mensagem recebida

Em entrevista ao Metro1, Otto afirmou que não descarta se tratar de mais uma ofensiva bolsonarista.

A suspeita é reforçada pelo fato de o correligionárioter ter sofrido ataque semelhante no mesmo dia.

Ambos são membros de Comissões Parlamentares de Inquérito que miram suspeitas de irregularidades no governo Bolsonaro —Otto tem papel atuante na CPI da Covid, enquanto Coronel preside a CPI das Fake News. 

“Chama mais atenção que foi praticamente no mesmo horário que Coronel teve seu celular invadido. Essa é uma prática do governo Bolsonaro. É um governo que não faz nada. Não tem obras, não tem metas e só espalha fake news. Está em campanha desde 2018, com disseminação de mentiras, ameaças e desinformação”, criticou Otto. 

Fonte: Metro1

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