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Enem: quais erros podem zerar a Redação e como evitá-los

Professores dão dicas e fazem alerta sobre o respeito aos direitos humanos na proposta de intervenção.

Dominar a escrita formal, aplicar conceitos de diversas áreas do conhecimento, organizar bem opiniões, fatos e informações, conhecer mecanismos linguísticos e elaborar uma proposta de ação sobre o tema abordado. Essas são competências que todo candidato que quer ir bem na Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sabe de cor e salteado. As provas serão realizadas nos dias 21 e 28 de novembro.

De forma geral, os estudantes não se esquecem dos itens necessários para tirar a nota 1000, mas, por vezes, acabam não dando atenção suficiente para os erros que podem levar à nota zero.

Sidinéia Azevedo é professora de Redação no Colégio Bernoulli/Pituba, em Salvador, e afirma que é preciso saber quais são as falhas, e não só as habilidades que devem ser colocadas ali.

“Todas as disciplinas juntas representam 1000 pontos, e Redação, sozinha, também vale 1000, tem um peso grande. Então, esse aluno tem que estar atento ao que é fundamental a este texto e o que o Inep exige, mas também precisa ter ciência do que é perigoso para ele trazer dentro do seu texto”, alerta ela.

E olha que esses erros, apesar de muitas vezes ignorados, não são poucos. Há, pelo menos, uma dezena de ações na prova de Redação que pode render um zero e foi citada pelos professores (veja a lista abaixo).

Entre todas as possibilidades de zerar a prova, o professor de Redação Danilo Santiago destaca duas como as que mais necessitam de atenção dos candidatos na hora da escrita: fuga do tema e desobediência da tipologia textual requisitada pelo exame.

“O principal erro é a fuga ao tema. É preciso ficar atento a todos os elementos temáticos da proposta e dissertar sobre todos eles. Tem que haver compreensão temática sobre o que foi proposto. Também é preciso atender à tipologia textual, que é a dissertativo-argumentativa, onde o candidato tem que trazer informações e a posição dele sobre o assunto proposto”. Ele destaca ainda que não dá para escrever sobre o tema através de um poema ou uma notícia, por exemplo, ou escrever sem apresentar uma defesa.

Recorte temático

Mais do que entender e trabalhar dentro do que é proposto para a Redação, Sidinéia acrescenta que o candidato precisa identificar o recorte temático da proposta e explorá-lo para não fugir do que a prova pede.

“Existe o tema e o recorte temático, que é definido pela palavra núcleo. Em 2015, o tema foi a persistência da violência contra a mulher no Brasil. Ali, ‘violência’ não era a palavra núcleo, mas sim ‘persistência’. Era preciso falar da continuidade do problema e muito candidato tangenciou na Redação por não compreender isto”, explica Sidinéia.

Para evitar situações de confusão como a citada por Sidinéia, o professor Léo Mendes recomenda o seguinte para quem vai fazer o exame: “O candidato deve ater-se ao conteúdo do tema, aplicar as técnicas redacionais, as estratégias argumentativas que julgar mais adequadas e, sobretudo, estar sob a consciência de que a avaliação é algo sério, que não comporta condutas imaturas, agressivas, que destoem dos claros propósitos daquele momento”, alerta Léo. Leia mais AQUI.

Fonte Correio

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