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Caminhoneiros param portos do país para pressionar MP do Frete

Categoria iniciou mobilização na madrugada desta segunda-feira (13) e cobra a votação da Medida Provisória nº 1.343 antes do fim da vigência.

Caminhoneiros autônomos pararam em portos de diferentes regiões do país na madrugada desta segunda-feira (13) para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) nº 1.343/2026, conhecida como MP do Frete. Segundo as lideranças do movimento, a mobilização é pacífica e busca garantir a aprovação da proposta antes que ela perca a validade.

A principal concentração ocorre no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, onde os manifestantes se reuniram no Viaduto da Alemoa, principal acesso ao terminal portuário. A expectativa é de que o movimento permaneça até quarta-feira (15), enquanto a categoria aguarda uma definição do Senado.

A MP perde a validade na próxima quinta-feira (16). Os caminhoneiros afirmam que, caso o texto não seja votado, poderão ampliar a paralisação e interromper o transporte de cargas. A medida torna obrigatório o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) universal e prevê multas de até R$ 10 milhões para contratantes que pagarem fretes abaixo do piso mínimo.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, convocou caminhoneiros de todo o país para aderirem ao movimento. Segundo ele, o objetivo é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a colocar a proposta em votação antes do encerramento do prazo de vigência.

“Duas semanas a gente vem lutando e, até agora, nada. A gente vai acompanhar em todos os cenários nacionais como fez em 2018. Esta paralisação não é o Chorão, não é o Zé Trovão, é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Não vamos aceitar perder esta MP, não vamos aceitar caducar”, declarou.

A proposta foi publicada após negociações entre o governo e a categoria e chegou a suspender uma paralisação nacional em março. Entretanto, os caminhoneiros condicionaram o fim definitivo da mobilização à aprovação da medida pelo Congresso Nacional.

Apesar da convocação, a paralisação não conta com consenso entre todas as entidades representativas da categoria. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) informou que não apoia o movimento.

Por Ana Almeida / 13/07/2026 às 09:45

Imagem: divulgação

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