
A Lituânia, pequeno país báltico no nordeste da Europa e membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) desde 2004, receberá uma nova rotação de tropas dos Estados Unidos, segundo o presidente Gitanas Nauseda. O país faz fronteira com a Bielorrússia, aliada do presidente russo Vladimir Putin, e com Kaliningrado, enclave russo às margens do Mar Báltico.
O território ocupa uma posição estratégica na fronteira leste da aliança militar.
A rotação de tropas dos Estados Unidos “já está a caminho da Lituânia”, afirmou nesta terça-feira (22) Nauseda em uma publicação nas redes sociais.
Ele agradeceu ao presidente Donald Trump e ao governo americano, acrescentando que a presença das tropas é importante para a Lituânia e para a segurança da região.
“A presença militar dos EUA na Lituânia é uma parte indispensável da nossa dissuasão e defesa coletiva”, afirmou.
I have just received confirmation that the new rotation of U.S. troops is already on its way to Lithuania!
We are grateful to @POTUS Donald Trump and the U.S. administration for this decision, which is important not only for Lithuania, but also for the security of the entire…
— Gitanas Nausėda (@GitanasNauseda) September 22, 2026
A movimentação ocorre em um momento de aumento da atenção sobre a segurança no leste da Otan.
Um caça militar da aliança militar abateu, na segunda-feira (14), um drone no espaço aéreo da Lituânia, informou o Centro Nacional de Gestão de Crises local.
O drone, que provavelmente entrou vindo da Bielorrússia, foi abatido perto do vilarejo de Pratkunai, no sul da Lituânia — próximo a Kaunas, a segunda maior cidade do país —, disse o porta-voz do centro. A origem da aeronave ainda não foi determinada. Um alerta sobre drones havia sido emitido anteriormente na capital, Vilnius, e na região ao redor.
A incursão de drones militares no espaço aéreo de vizinhos da Rússia tem alimentado receios de que a guerra da Rússia na Ucrânia esteja se expandindo para além das fronteiras da Otan.
A Ucrânia intensificou ataques com drones de longo alcance contra a Rússia, inclusive na região do Mar Báltico, e vários drones militares ucranianos acabaram entrando no espaço aéreo da Finlândia, Letônia, Lituânia e Estônia.
A Ucrânia atribuiu as ocorrências à interferência da Rússia nas trajetórias dos drones por meio de guerra eletromagnética.
Zelensky anuncia novo acordo sobre drones
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou um novo acordo sobre drones que está pronto para ser assinado durante sua visita a Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas.
“Cerca de 20 reuniões estão planejadas, incluindo com o presidente dos EUA, líderes europeus, senadores e deputados americanos, chefes de organizações internacionais, grandes empresas americanas e centros de estudos. Um novo acordo sobre drones também está pronto para ser assinado”, afirmou Zelensky em uma publicação no X.
“A prioridade número um da Ucrânia é aproximar a paz e proteger a vida de nosso povo”, disse Zelensky, acrescentando que Kiev apresentará “propostas concretas de segurança” e medidas de desescalada que possam “aproximar o fim da guerra”.
Together with the First Lady @ZelenskaUA and the diplomatic team, landed in New York for the 81st session of the UN General Assembly.
Around 20 meetings are planned, including with the U.S. President, European leaders, U.S. senators and members of the House of Representatives,… pic.twitter.com/wabDocr2SN
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 22, 2026
Segundo o presidente, a Ucrânia também busca reforçar sua defesa aérea e garantir financiamento suficiente de países parceiros.
Um dos parceiros é a França, segundo outra publicação de Zelensky após o encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron. De acordo com o ucraniano, os dois discutiram um pacote de apoio para o inverno, destinado a garantir sistemas adicionais de defesa aérea e mísseis para a Ucrânia, utilizando recursos financeiros disponíveis por meio do empréstimo da União Europeia.
Ele não especificou quais outros países estarão envolvidos no acordo.
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