
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha com a previsão de definir os nomes de seu quarto mandato até 25 de novembro e anunciar a nova equipe ministerial até 5 de dezembro.
O calendário prevê a conclusão das negociações com os partidos na segunda quinzena deste mês.
A distribuição dos ministérios deverá ampliar a participação de legendas do centro: MDB ficaria com três pastas; Republicanos, União Brasil, PP e PSD, com duas cada; e Podemos, que está em negociação para ingressar na base, com uma.
A divisão ainda não está fechada e dependerá das negociações conduzidas pelo presidente do PT, Edinho Silva, e, posteriormente, conversas de Lula com os indicados.
Integrantes do centrão avaliam que o desenho previsto garante, aproximadamente, 265 votos ao governo. A meta mais otimista do Planalto é construir uma base com 340 votos na Câmara dos Deputados, incluindo partidos da esquerda.
Como mostrou a CNN, Lula pretende mudar a lógica de distribuição dos cargos adotada em 2023. Em vez de negociar ministérios apenas com indicações das bancadas, o presidente quer o compromisso dos dirigentes partidários, vinculando a participação no governo ao apoio de sua agenda legislativa.
Edinho Silva já conversou com MDB, PSD, União Brasil, PP e outros partidos de esquerda.
As legendas, por sua vez, querem participar da formulação das políticas do próximo governo, especialmente das decisões sobre economia e reformas.
A definição dos ministérios também levará em conta o tamanho das bancadas, os apoios recebidos durante a eleição e a disposição dos partidos para acompanhar o governo no Congresso.
Lula pretende assumir pessoalmente a etapa final das negociações após retornar da viagem internacional prevista para novembro.
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