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Bancada baiana se une em busca de solução para obras de estaleiro

 A bancada baiana no Congresso se comprometeu a, no prazo de 30 dias, ter uma solução para garantir a conclusão das obras de implantação do estaleiro Enseada Indústria Naval, em Maragojipe. O estaleiro, um investimento de R$ 3,2 bilhões previa gerar 7,2 mil empregos para a construção de sondas encomendadas pela Petrobras para explorar a camada de pré-sal.

 
Com a crise da estatal e de subsidiárias, provocada pela Operação Lava Jato, já foram demitidos mais de 6 mil trabalhadores nos últimos quatro meses. O projeto foi interrompido em novembro, quando a implementação do empreendimento já havia atingido 82% de avanço físico das obras.
 
O senador Walter Pinheiro (PT) garantiu a união de toda bancada baiana – independente de partidos – em prol da liberação dos investimentos. "Aqui não  se trata nem de concepção de governo, nem de partido, mas da concepção de desenvolvimento econômico para o nosso estado", disse.
 
Segundo o deputado federal da oposição José Carlos Aleluia (DEM),  a bancada baiana sozinha não pode fazer muita coisa e por isso cobrou maior engajamento do governador Rui Costa. "É necessário que o governo dos estado assuma o comando das reivindicações. Os deputados isoladamente não vão conseguir resolver isso sozinhos". Aleluia afirmou que o motivo de todos os problemas estão na Petrobras. "O problema é gigantesco. É evidente que a origem de tudo está nos erros cometidos pela Petrobras na crise do petrolão".
 
Já o secretário de Desenvolvimento do estado, Jorge Hereda, assegurou que o governo do estado irá intervir em prol da reativação do projeto: "Tenho certeza que vamos ter o encaminhamento da maneira como foi proposto aqui. Nosso foco vai ser nos contratos para que a Petrobras mantenha o acordo original".
 
Quando estiverem plena capacidade, o Enseada poderá processar inicialmente 72 mil toneladas de aço por ano,  na construção de navios de alta especialização, plataformas, unidades flutuantes de armazenamento e transferência (FPSOs) e sondas de perfuração.
 
Com a parada das obras, R$ 110 milhões deixaram de ser injetados na região de Maragojipe, sobretudo na geração de renda no setor de serviços. Para o presidente da Fieb, Antônio Ricardo Alban, o estaleiro representa a retomada da indústria naval no estado. "É a base para novos projetos na indústria naval", disse.

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