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Produtores de leite da Bahia terão assistência técnica durante três anos

Mais de quatro mil famílias produtoras de leite na Bahia terão Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), por meio da Chamada Pública lançada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que envolve 15 estados brasileiros e está selecionando, até o final deste mês, entidades prestadoras do serviço. O objetivo da assistência é fortalecer a cadeia produtiva do leite no Brasil.

Na Bahia, 46 municípios serão atendidos, numa ação que é resultado de um acordo firmado entre governos federal e estadual, por intermédio da Secretaria da Agricultura (Seagri). A assistência técnica será oferecida para pequenos produtores, os quais compõem cerca de 50% da atividade pecuária baiana. “Dessa maneira, o aumento da produtividade das famílias implicará na promoção do desenvolvimento econômico e social da cadeia produtiva do leite no estado”, ressalta o secretário da Eduardo Salles.

As atividades de assistência técnica serão realizadas num período de três anos, o que inclui o planejamento, a execução e a avaliação de atividades individuais e coletivas, para promover o desenvolvimento sustentável das Unidades Produtivas, inclusive qualificando o acesso ao crédito rural, quando for o caso. A prestação de serviços de Ater está baseada em eixos estratégicos – organização da produção e dos agricultores, gestão da atividade e da unidade de produção familiar, produtividade, qualidade do produto e comercialização.

As principais bacias leiteiras do estado estão localizadas nos Territórios de Identidade do Extremo Sul, Itapetinga, Litoral Sul, Médio Rio de Contas, Portal do Sertão e Vitória da Conquista.

Apesar de possuir o terceiro maior rebanho bovino leiteiro do país, a Bahia ocupa o 23º lugar em termos de produtividade por vaca ordenhada. Enquanto em Alagoas e Pernambuco, por exemplo, a produtividade por vaca ordenhada é da ordem de 1.500 litros/ano, na Bahia é de 540 litros/ano.

Em 2011, a produção baiana passou de 900 milhões de litros de leite/ano para 1,2 bilhão, longe ainda dos 1,6 bilhão consumidos por ano. “É essa realidade que queremos mudar. Vamos alcançar esse objetivo, com assistência técnica especializada, direcionada para a agricultura familiar e com o plano estadual do leite, que lançaremos assim que concluirmos os últimos testes”, disse Salles. Secom

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