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Remédio contra malária pode ajudar a proteger fetos do vírus da zika

Um medicamento amplamente utilizado no passado para tratamento de malária pode se tornar uma forma de proteção de fetos contra o Zika vírus. Coordenado pelo brasileiro Alysson Muotri, o estudo que descobriu o novo efeito da Cloroquina foi desenvolvido por uma equipe da startup de biotecnologia TISMOO, que tem sede em São Paulo. "Nesse estudo nós resolvemos testar algumas drogas de uma biblioteca de antivirais ou antiparasitas. A Cloroquina era uma delas, e foi uma das que deu sinal como protetivo, ou seja, colocando antes a célula seria protegida", afirmou o biólogo molecular, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia e cofundador e chefe científico da TISMOO. A presença do Zika no corpo está ligada ao aparecimento de deformidades neurológicas nos bebês, como a microcefalia. Os pesquisadores utilizaram mini-cérebros humanos para testes com mais de mil drogas e descobriram que a Cloroquina é capaz de impedir a entrada do vírus no cérebro dos fetos. O mesmo estudo revelou como o Zika consegue afetar as crianças ainda no útero das mulheres e causar as deformidades neurológicas – uma descoberta de extrema importância para o meio científico, já que ainda não se sabia como o vírus conseguia cruzar a barreira hematoencefalica e atingir o cérebro do feto. Por meio do teste nos mini-cérebros, os pesquisadores descobriram que, após a picada do mosquito Aedes aegypti, o vírus instalado no corpo utiliza de uma estratégia que funciona como um "Cavalo de Tróia".

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