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Adolescentes suspeitos de matar cachorro Orelha teriam tentado afogar outro cão, diz delegado-geral de SC

Polícia Civil apura se grupo envolvido no caso também tentou matar um vira-lata na Praia Brava, em Florianópolis.

A Polícia Civil (PC) de Santa Catarina investiga se o mesmo grupo de adolescentes suspeito de matar o cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, também tentou matar outro cachorro da região no mesmo dia. O segundo animal, um vira-lata caramelo, teria sido levado ao mar em uma tentativa de afogamento, mas conseguiu escapar.

De acordo com a polícia, os adolescentes já identificados por participação na agressão contra Orelha também estariam envolvidos nesse segundo caso. O cachorro sobreviveu, foi encontrado posteriormente em boas condições de saúde e acabou sendo adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel.

A nova linha de investigação motivou uma operação especial, deflagrada nesta segunda-feira (26), com atuação conjunta da Delegacia de Proteção Animal (DPA) e do Departamento de Investigação Criminal (DIC). As equipes cumprem diligências para apurar os dois episódios.

A adoção do cachorro caramelo foi confirmada pelo próprio Ulisses Gabriel, que afirmou, nas redes sociais, que acompanhará pessoalmente o andamento do caso. Além dos atos infracionais atribuídos aos adolescentes, a Polícia Civil também apura uma denúncia de coação de testemunha, que teria sido praticada pelo pai de um dos jovens, que é policial civil.

“A Justiça será feita independentemente de quem sejam os autores dessa ação criminosa. Se houver prova de participação de um adulto na coação, a prisão preventiva será solicitada imediatamente”, disse o delegado ao O GLOBO.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), determinou prioridade na investigação. Segundo ele, a magistrada que inicialmente analisava o caso se declarou impedida, e um novo juiz assumiu a condução dos pedidos de busca e apreensão e de outras medidas cautelares.

O Ministério Público de Santa Catarina acompanha o inquérito, que tramita sob sigilo por envolver menores de idade.

A repercussão do caso chegou ao Legislativo estadual. O deputado Mário Motta (PSD) defendeu a criação de uma estátua em homenagem ao cachorro Orelha, como forma de preservar a memória do animal e promover ações de conscientização contra a violência a animais. Um abaixo-assinado foi lançado para viabilizar a proposta.

As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia de Proteção Animal, que continua colhendo depoimentos e analisando imagens de câmeras de segurança. A polícia solicita que testemunhas procurem a corporação para colaborar com a apuração.

Por Kaylan Anibal / 27/01/2026 às 07:00

Foto: Arquivo pessoal

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