‘Quase morri e não emagreci’: pacientes relatam reações graves após usar canetas emagrecedoras falsificadas.

Histórias de consumidores que adoeceram após usar tirzepatida irregular mostram como atravessadores, clínicas informais e produtos sem controle sanitário transformaram o desejo de emagrecer em risco real. Especialistas explicam o que é permitido, o que é proibido e como se proteger.
A cena que convenceu o chef de cozinha Paulo Marin, 50 anos, a tentar a tirzepatida — princípio ativo do Mounjaro — era familiar: uma amiga comentava no salão de beleza que “todo mundo estava emagrecendo horrores”. Em poucos dias, ele recebeu o contato de um suposto médico que aplicava a medicação em um consultório improvisado: uma maca, uma mesinha, duas cadeiras.
Nenhuma ampola era mostrada. Nenhum lote. Nenhuma receita.
“Ele aplicava a dose e pronto. Eu não via o frasco. Ele dizia que era endocrinologista, mas nunca vi CRM. Custava R$ 250 por semana.”
A primeira aplicação já trouxe sinais de que algo estava errado: náuseas fortes, tontura, vômito e um hematoma roxo na barriga. Tentou mais uma vez, na semana seguinte. Os sintomas se intensificaram e, além deles, não emagreceu um grama sequer.
Meses antes, Paulo já havia vivido outro episódio — igualmente motivado pela promessa de emagrecimento rápido. Uma conhecida vendia a suposta “caneta do Paraguai”, com quatro aplicações por R$ 1.200, parcelados na maquininha. Ele aplicou numa manhã.
Por G1






