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Alzheimer atinge 1,2 milhão de brasileiros e registra cerca de 100 mil novos casos por ano

Doença é a forma mais comum de demência, afeta principalmente idosos e exige diagnóstico precoce para retardar avanço dos sintomas

O Doença de Alzheimer, principal causa de demência no mundo, já atinge cerca de 1,2 milhão de pessoas no Brasil. A estimativa é de aproximadamente 100 mil novos diagnósticos por ano no país.

Caracterizada pela perda progressiva das funções cognitivas, a doença compromete memória, linguagem, comportamento e autonomia. Os primeiros sinais costumam aparecer a partir dos 65 anos e são mais frequentes em mulheres.

“Os primeiros sinais do Alzheimer incluem esquecimentos frequentes que interferem na rotina, mudanças de humor e comportamento, repetição constante de perguntas e dificuldade para encontrar palavras ou acompanhar conversas”, explica o neurologista Carlos Uribe, do Hospital de Base do Distrito Federal.

O Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, geralmente dividida em três estágios clínicos:

Fase inicial (leve) – Esquecimento de acontecimentos recentes, repetição de perguntas, alterações discretas de humor e leve dificuldade para organizar tarefas.

Fase intermediária (moderada) – Perda de memória mais acentuada, dificuldade para executar atividades simples do cotidiano, desorientação no tempo e espaço, agitação, insônia e mudanças comportamentais.

Fase avançada (grave) – Dependência para atividades básicas, como alimentação e higiene, dificuldade de comunicação, problemas para se alimentar e episódios de incontinência urinária e fecal.

Principais sintomas

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Perda de memória recente;
  • Repetição frequente de perguntas;
  • Dificuldade para realizar tarefas habituais, como pagar contas ou cozinhar;
  • Desorientação em locais conhecidos;
  • Troca constante de objetos de lugar;
  • Dificuldade para encontrar palavras;
  • Alterações de comportamento, como irritabilidade, desconfiança, agressividade ou isolamento social.

Embora ainda não exista cura, o diagnóstico precoce permite iniciar intervenções que ajudam a retardar a progressão dos sintomas e preservar a qualidade de vida do paciente.

O tratamento envolve uso de medicamentos específicos, reabilitação cognitiva, terapia ocupacional e controle de doenças associadas, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado.

Segundo a geriatra Celene Queiroz Pinheiro, presidente da regional São Paulo da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), hábitos saudáveis contribuem para reduzir o risco de desenvolvimento da doença.

“O ideal é praticar 150 minutos semanais de atividades intensas, como corridas e musculação, ou 300 minutos de atividades de baixa intensidade, como caminhadas e ioga”, ensina.

Especialistas destacam que manter o cérebro ativo é uma das principais estratégias de proteção. Atividades como leitura, jogos de raciocínio, aprendizado de novos idiomas ou instrumentos musicais fortalecem as conexões neurais.

A prática regular de exercícios físicos também tem efeito protetor, além de auxiliar no controle de fatores de risco cardiovasculares, que estão associados ao comprometimento cognitivo.

Com o crescimento dos casos, informação, diagnóstico precoce e acompanhamento médico são considerados fundamentais para enfrentar a doença de forma segura e ampliar a qualidade de vida dos pacientes e familiares.

Por Lala / 20/02/2026 às 17:30

Andrew Brookes/ Getty Images

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