Alexandre de Moraes nega conflito de interesses no STF em meio a debate sobre código de conduta

Ministro afirma que magistrados não julgam processos com vínculos pessoais e critica “demonização” de palestras após crise envolvendo o Banco Master.
Em meio às discussões sobre a possível implementação de um código de conduta no Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes negou que integrantes da Corte julguem casos nos quais possuam relação pessoal. A declaração foi feita no contexto do aumento da pressão pública sobre o tribunal, intensificada após a crise envolvendo o Banco Master.
Segundo o ministro, a atuação dos magistrados segue critérios técnicos e legais, sendo afastada qualquer possibilidade de julgamento com base em interesses pessoais. Ainda de acordo com Moraes, a opinião pública “passou a demonizar palestras”, em referência a debates sobre atividades externas exercidas por ministros, tema que também tem sido incluído nas discussões sobre regras de conduta no Judiciário.
Essa foi a primeira manifestação pública de Alexandre de Moraes desde a repercussão do caso relacionado ao Banco Master. O episódio ganhou destaque após a revelação de que o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro, firmou um contrato no valor de R$ 3,6 milhões com a instituição financeira para atuar em sua representação judicial. A situação acabou ampliando o debate sobre transparência, ética e limites de atuação de magistrados do STF.
Diante do cenário, a adoção de um código de conduta tem sido defendida por setores do meio jurídico como uma forma de reforçar a credibilidade da Corte e reduzir questionamentos externos. Por outro lado, integrantes do tribunal avaliam que as regras já existentes são suficientes para garantir a imparcialidade das decisões, desde que corretamente observadas.
Por Ana Almeida / 05/02/2026 às 08:00
Foto: Gustavo Moreno/STF






