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Salvador: Coletivo Bahia pela Paz completa um ano com ações de cidadania e garantia de direitos para mais de 2 mil famílias

Implantado em janeiro de 2025, espaço já realizou mais de 2,3 mil atendimentos e se tornou referência comunitária no bairro Águas Claras.

Implantado em janeiro de 2025, no bairro de Águas Claras, em Salvador, o primeiro Coletivo Bahia pela Paz completa um ano de funcionamento como porta de entrada para políticas públicas voltadas à prevenção da violência, à promoção da cidadania e à garantia de direitos de adolescentes, jovens e suas famílias. Ao longo desse período, o espaço se consolidou como referência comunitária em um território marcado por altos índices de vulnerabilidade social e violência letal, especialmente entre a juventude negra.

Desde a instalação, os Coletivos passaram a atuar diretamente no território com escuta da população, articulação de serviços e construção coletiva de estratégias de fortalecimento social. Somente em Águas Claras, o Coletivo ultrapassou a marca de 2.354 atendimentos no primeiro ano. Já os 12 Coletivos Bahia pela Paz em funcionamento em cinco municípios somaram mais de 20.655 atendimentos, reafirmando o papel desses espaços como equipamentos estratégicos para o acesso a direitos e serviços públicos por adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade.

Para os jovens, os Coletivos representam novas possibilidades. O beneficiário Jean Santos, de 23 anos, destacou a importância do espaço em sua trajetória.

“Aqui eu fui ouvido e acolhido. Consegui apoio psicológico, participei de formações e tive acesso a oportunidades que antes pareciam distantes. O Coletivo me ajudou a pensar no meu futuro e a acreditar que eu tenho direitos”, afirmou.

A coordenadora do Coletivo Bahia pela Paz de Águas Claras, Jamile Rocha, ressaltou o trabalho desenvolvido no território e a construção de vínculos com a comunidade.

“Desde a implantação do Coletivo, nosso principal compromisso tem sido o acolhimento qualificado e a escuta permanente da juventude e das famílias de Águas Claras”, afirmou.

Desenvolvimento sociocomunitário

No eixo de desenvolvimento sociocomunitário, o trabalho teve início com o mapeamento de iniciativas, instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil presentes em Águas Claras. O levantamento permitiu identificar potencialidades locais, lacunas de atendimento e oportunidades de articulação em rede.

As escutas comunitárias também foram parte central da atuação. Realizadas como eventos de participação social, reuniram moradores, lideranças comunitárias, jovens e representantes de serviços públicos para a construção coletiva do Diagnóstico Situacional da Comunidade, a partir da perspectiva da prevenção social da violência letal e da inclusão da juventude.

Mensalmente, o Coletivo promove reuniões ampliadas com os segmentos mapeados, fortalecendo a integração entre serviços e iniciativas locais. Também foram realizados processos formativos voltados à promoção da cidadania, à garantia de direitos e ao desenvolvimento local. Profissionais da rede socioassistencial participaram de capacitações, ampliando a qualificação do atendimento à população.

Eventos coletivos e intervenções urbanas, protagonizados pelos próprios jovens atendidos, marcaram o primeiro ano do Coletivo. As ações tiveram foco na construção da cidadania, na valorização da ancestralidade, no pertencimento cultural e na ocupação positiva do território, fortalecendo vínculos comunitários e identidades.

Para o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, o primeiro ano do Coletivo de Águas Claras demonstra a efetividade da política pública.

“Os coletivos são instrumentos de aproximação com as comunidades e funcionam como portais de acesso aos serviços públicos do Governo do Estado, mas também do município e do Governo Federal”, pontuou.

Desenvolvimento humano

No eixo de desenvolvimento humano, o Coletivo Bahia pela Paz de Águas Claras ofertou atendimento aos adolescentes e jovens com base na escuta qualificada e no acolhimento. A partir desse contato, foram feitos encaminhamentos para serviços da rede e construídos projetos de vida, respeitando as especificidades de cada trajetória.

O acompanhamento psicoterapêutico especializado, de forma contínua, alcançou tanto os jovens quanto suas famílias, quando necessário. Também foram promovidas atividades formativas em direitos humanos e cidadania, além de articulações para acesso a esporte, cultura, lazer e qualificação profissional.

Os resultados do primeiro ano em Águas Claras refletem a articulação intersetorial do Programa Bahia pela Paz. Secretarias estaduais como SJDH, Sepromi, Secult, Setre, Seades, Sesab, além da Cojuve/Serin e outros órgãos públicos, atuaram de forma integrada, com ações de promoção e garantia de direitos, empreendedorismo negro, combate ao racismo, oficinas culturais, qualificação profissional, incentivo ao esporte e redução de riscos e danos.

Por Kaylan Anibal / 29/01/2026 às 06:00

Foto: Thuane Maria / GOVBA

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