São Roque do Paraguaçu, povoado de Maragogipe, tem uma história cheia de altos e baixos da pesada. Já foi cidade, lá pelos anos 50, caiu e nunca subiu. Já nos nossos tempos, até meados da década passada, foi o maior núcleo industrial da banda sul do Recôncavo. Saiu, mas agora vislumbra uma chance de ouro de quebrar a maldição.
O novo PAC prevê investimentos de R$ 300 bilhões na indústria naval. O Fundo da Marinha Mercante tinha
R$ 30 bilhões, Bolsonaro encolheu para cinco vezes menos, apenas R$ 6 bilhões. É ele que vai ser returbinado. É aí que está o mapa da mina.
O deputado federal Jorge Solla (PT), integrante da Comissão e Controle da Câmara, se uniu com a Frente Parlamentar da Indústria Naval e levou lá sexta-feira uma comitiva de 90 pessoas (porque o número foi limitado), entre eles, dois técnicos da Transpetro, dois do TCU.
Pelo Brasil —A caravana vai percorrer todos os estaleiros do Brasil e Solla diz que vai ser preciso alguns ajustes na lei.
— Hoje para uma empresa construir navio, o Fundo da Marinha Mercante exige que ela dê garantia até a conclusão, quando a garantia passa a ser o próprio navio.
O ajuste, segundo ele, tem a ver porque a ideia é transformar os estaleiros também em construtores de barcos de passageiros, de pesca e também, um novo filão, equipamentos para os parques eólicos marinhos.
— Em 2017 fizemos uma visita a São Roque e saimos muito decepcionados. Vamos mudar esse jogo.
Sílvio Ataliba, ex-prefeito de Maragogipe e integrante da comitiva, diz que a expectativa é muito positiva:
— São Roque viu coisas parecidas com as do inferno. Agora sonha em sair disso.
POLÍTICA COM VATAPÁ
Boato a favor
Era lá por volta de março de 1984, o país fervilhava de ponta a ponta com intensas manifestações em favor da Emenda Dante de Oliveira, que pregava o restabelecimento das eleições diretas no Brasil.
No Congresso tinha aquela corrente do vamos ver como vai ficar para ver como seguir: se passarem as diretas, o candidato a presidente é Ulysses Guimarães, se não passarem, ficaria o pleito pela via indireta e aí seria Tancredo Neves (o que acabou acontecendo).
Foi nesse contexto que um grupo de jornalistas conversava na antesala do plenário do Senado quando Tancredo apareceu. Washington Sidney, do Correio Braziliense, se antecipou:
— Tancredo, essa galera toda aqui sabe bem separar notícia de fofoca. E o que estamos fazendo aqui agora é fofoca. E o seu nome tá no meio. Estão dizendo que você está de caso com D. Antônia (a secretária dele).
E Tancredo, calmamente:
— Meus filhos, vou dizer uma coisa pra vocês nunca esquecerem na vida. Boato a favor não se desmente.
Fonte: A Tarde






