Política

Nos anos 90, Bolsonaro defendeu novo golpe militar e guerra

Líder das intenções de voto para presidente em cenários sem Lula, Jair Bolsonaro (PSL) chegou a defender um novo golpe militar no Brasil, nos anos 1990. Em entrevistas, reuniões e em discurso no plenário da Câmara, o deputado federal afirmou, na ocasião, não acreditar em solução para o Brasil por meio do voto popular. A Câmara chegou a enviar representação ao Supremo, mas ela não prosperou. Em entrevistas atuais, o presidenciável adota discurso oposto, chegando a afirmar, como fez na quinta (31), que jamais usou a palavra "intervenção" ao ser questionado sobre a atual defesa de intervenção militar no país, eufemismo para golpe. "Nunca falei a palavra intervenção. Se um dia o militar chegar ao poder, será através do voto", afirmou. Em entrevista ao programa "Câmera Aberta" há 19 anos, porém, Bolsonaro foi questionado pelo entrevistador se ele fecharia o Congresso se fosse presidente da República.

"Não há menor dúvida, daria golpe no mesmo dia! Não funciona! E tenho certeza de que pelo menos 90% da população ia fazer festa, ia bater palma, porque não funciona. O Congresso hoje em dia não serve pra nada, só vota o que o presidente quer. Se ele é a pessoa que decide, que manda, que tripudia em cima do Congresso, dê logo o golpe, parte logo para a ditadura", afirmou.

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