
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (5) que talvez precise “destruir o resto” do Irã.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval, na qual o presidente americano disse que uma decisão sobre os próximos passos dos EUA na região será anunciada em breve.
“Acho que eles levarão 25 anos para reconstruir o país. Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível. Mas talvez eu tenha que fazer isso. Vocês saberão em breve”, afirmou ao ser questionado sobre o futuro do programa nuclear iraniano.
“Eles não estão fazendo nada sem a nossa aprovação. Lembram do que eu disse? O Irã jamais terá uma arma nuclear”, declarou.
Trump também disse que os Estados Unidos estão na região há sete meses e que já conseguiram controlar tudo o que pretendiam.
Ainda nesta quinta-feira, o Irã enviou aos Estados Unidos uma proposta sobre a questão nuclear por meio do Catar, a qual só será discutida após Washington atender a sete exigências de Teerã, informou uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters.
A fonte, que falou sob condição de anonimato, disse que os EUA estão analisando a proposta, mas não quis fornecer mais detalhes.
Mediadores intensificaram os esforços para encerrar a guerra entre o Irã e os Estados Unidos, em meio a temores de que o conflito possa ser retomado após as eleições de meio de mandato nos EUA.
Na terça-feira, Trump não descartou o reinício das operações de combate após a votação, enquanto o Irã planeja represálias mais amplas caso a guerra volte a ocorrer.
No fim de setembro, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que não houve “mudança alguma nas posições” do país depois que uma autoridade americana disse à CNN que Teerã havia indicado alguma flexibilidade em relação às questões nucleares.
“Afirmações têm circulado nas últimas horas e posso afirmar categoricamente que não houve mudança alguma nas posições do Irã”, disse Araghchi à emissora estatal IRIB à época.
Grande parte da divergência entre os Estados Unidos e o Irã gira em torno da insistência do Irã em enriquecer urânio em seu próprio território. O urânio é um combustível usado em usinas nucleares, mas, quando enriquecido a níveis muito altos, pode ser usado para fabricar armas nucleares.
O Irã argumenta que tem o direito de desenvolver energia nuclear para fins pacíficos, incluindo o enriquecimento, e que não deve ser discriminado ou privado da tecnologia que outras nações possuem.
Os Estados Unidos reconhecem o direito do Irã à energia nuclear civil, mas não confiam nas garantias de Teerã de que seu programa de enriquecimento permanecerá pacífico.
(Com informações da Reuters)
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