
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, decidiu centralizar entrevistas e declarações para evitar novos ruídos a poucos dias do segundo turno.
A decisão ocorreu após entrevista polêmica da administradora e coordenadora da campanha Daniella Marques sobre uma regra de transição do programa Bolsa Família.
Na campanha bolsonarista, o episódio foi classificado como desastroso, o que levou a uma orientação para que integrantes do núcleo duro evitem derrapadas na fase final.
A partir de agora, até domingo (25), propostas de governo e avaliações gerais serão detalhadas pelo candidato ao Palácio do Planalto.
Na segunda-feira (19), Marques afirmou que o programa social teria uma transição de dois anos e que o cidadão perderia o direito ao pagamento após o período se, ao final, conseguisse um emprego ou uma renda.
Caso houvesse demissão nesses dois anos, porém, a pessoa poderia retornar ao programa social. A declaração foi utilizada como munição eleitoral pela campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A mudança para centralizar discursos também tem o objetivo de evitar um clima de vitória antecipada, que costuma ser rechaçado pelo eleitor indeciso.
Flávio foi orientado a evitar falar de formação de equipe de governo ou de indicações para cargos executivos.
Para o debate da TV Globo, na sexta-feira (23), ele ainda avalia se seguirá a estratégia do ataque permanente da TV Bandeirantes, uma orientação do empresário Pablo Marçal (PRTB).
Flávio também pondera adotar discurso mais propositivo, estratégia defendida pelo marqueteiro Duda Lima, para tentar ampliar a votação junto ao eleitorado feminino.
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