
O candidato do PL à sucessão presidencial, Flávio Bolsonaro, intensificará agendas populares e conteúdos digitais nos próximos dias.
A avaliação de dirigentes bolsonaristas é de que o resultado do primeiro turno desmobilizou a militância de direita, que incorporou um clima de vitória antecipada.
Por outro lado, a campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, promoveu protestos numerosos e aumentou a capilaridade nas redes sociais.
O diagnóstico foi de que a campanha de direita se acomodou e perdeu ritmo, o que se assemelha ao início da campanha petista no primeiro turno.
Por isso, Flávio deve retomar viagens pelo país, sobretudo no Sudeste e no Nordeste. O objetivo será focar nos apoios regionais e nacionais anunciados no segundo turno.
Além disso, aliados de Flávio buscam influencers, artistas e cantores que apoiam o candidato de direita, em especial no gênero sertanejo, para produzirem vídeos que aumentem o engajamento virtual.
O PL também quer que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) produzam vídeos para a internet, evitando que o movimento petista ganhe maior protagonismo.
Uma virada é considerada improvável pela campanha bolsonarista, até porque nunca ocorreu desde a redemocratização do país. Mas dirigentes bolsonaristas lembram que a diferença entre o primeiro e o segundo colocados nunca foi tão pequena.
Por isso, uma virada não é totalmente descartada e causa preocupação a desmobilização da campanha de direita no início do segundo turno.
Outro fator que preocupa são as recentes decisões do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, que acabaram dando holofotes ao deputado federal André Janones (Rede-MG) e vinculando à direita o desgaste na imagem do Poder Judiciário.
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