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Reunião do papa no Vaticano deve abordar novo casamento e comunidade LGBT

O papa Leão XIV pediu a uma assembleia de cerca de 150 bispos de todo o mundo que eles encontrem “novas formas” de ajudar as famílias modernas. A declaração foi feita no início de um encontro de uma semana no Vaticano, seu maior encontro de líderes da Igreja até o momento.

A assembleia, que se reunirá até 14 de outubro para discutir os ensinamentos católicos sobre a vida familiar, deverá abordar temas polêmicos.

Entre os possíveis assuntos da discussão, estão o tratamento dado pela Igreja às pessoas da comunidade LGBTQIA+ e àqueles que se divorciaram e se casaram novamente, embora essas questões não constem formalmente da pauta.

Leão pediu que Deus “nos conceda a liberdade de ouvir uns aos outros, a sabedoria para reconhecer sua obra entre seu povo e a coragem de seguir aonde Ele nos conduz”.

O papa convocou a assembleia, que é um encontro com os presidentes das conferências episcopais católicas de todo o mundo, para marcar o 10º aniversário de um documento histórico de 2016, redigido por seu predecessor, o falecido papa Francisco.

Esse texto, intitulado “Amoris Laetitia” (A Alegria do Amor), pediu que a Igreja seja menos rígida e mais compassiva para com os católicos “imperfeitos”, como aqueles que são divorciados e se casaram novamente.

De acordo com o ensinamento atual da Igreja, os católicos que se casaram novamente não podem receber a comunhão, a menos que se abstenham de relações sexuais com seu novo cônjuge, pois seu primeiro casamento ainda é válido aos olhos da Igreja.

Francisco pareceu abrir as portas para que os católicos que se casaram novamente recebam a comunhão, afirmando em uma nota de rodapé do documento de 2016 que eles poderiam receber “a ajuda dos sacramentos”, mas nunca estabeleceu uma política universal clara para a Igreja mundial.

Leão não mencionou especificamente a questão em suas declarações nesta quarta-feira (7), mas afirmou que a Igreja precisa “reconhecer a ação da graça mesmo em situações marcadas por limites, feridas e aparente fracasso”.

Bispos de mais de 115 países participam da assembleia, incluindo dois da China, que negociaram um acordo polêmico em 2018 com Francisco, o qual normalizou as nomeações de bispos católicos no país após décadas de tensões.

Também participam 11 casais católicos leigos, que devem prestar testemunhos sobre suas vidas.

Fonte: Matéria Original

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