
As reivindicações de soberania sobre as Ilhas Malvinas voltaram a estar presentes nesta terça-feira (6) por meio de cânticos e de cartazes exibidos nas arquibancadas do Monumental de Nuñez, durante a emotiva despedida de Lionel Messi da Seleção Argentina.
“As Malvinas são argentinas” foi a mensagem inscrita em cartazes de torcedores e também num pano estendido sobre o gramado durante o protocolo que antecedeu o jogo contra a seleção de Benin, que terminou com uma vitória por 3 a 0 da Albiceleste, com um gol de pênalti de Messi e duas assistências do camisa 10.
🫱🏻🫲🏼El saludo de Lionel Messi con Fabio Santana 🇦🇷Después de cantar el Himno, el excombatiente se acercó al capitán llevando la bandera de “Las Malvinas son argentinas”. 📷TyC Sports https://t.co/tK6Fpo5FSK
— Filo.news (@filonewsOK) October 7, 2026
A reivindicação argentina sobre as Ilhas Malvinas é um objetivo permanente e irrenunciável consagrado na Constituição Nacional, com vista à recuperação da soberania sobre o arquipélago.
Nas últimas semanas, a questão tornou-se também uma causa do governo do presidente Javier Milei, que mantém tensões com o Reino Unido devido à exploração petrolífera e pesqueira não autorizada.
Antes do início do amistoso, o hino argentino foi interpretado por Fabio Santana, antigo combatente argentino na Guerra das Malvinas de 1982.
Durante a cerimônia, Santana surgiu junto de um cartaz semelhante ao que tinha sido exibido por jogadores da Seleção Argentina a 15 de julho, em Atlanta, após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na semifinal da Copa do Mundo, jogo em que Messi deu duas assistências.
Com esse triunfo, a Argentina avançou para a final do Mundial e obrigou a Inglaterra a disputar o jogo pelo terceiro lugar frente à França.
Após a vitória por 2 a 1, construída com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez, Giovani Lo Celso, Cristian “Cuti” Romero e Lisandro Martínez estenderam no campo o pano com a mensagem reivindicativa escrita por torcedores.
Os jogadores ignoraram os avisos da Fifa para que não fossem divulgadas mensagens políticas, e a ação valeu à Associação do Futebol Argentino (AFA) uma multa superior a 320 mil dólares por promover manifestações alheias ao futebol.
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