
A compra de medicamentos para depressão e ansiedade cresceu 12% em um ano, com destaque entre a Geração Z. No primeiro semestre de 2026, a Geração Z comprou mais do que no mesmo período de 2025: teve 15% mais clientes desse público, o volume de compras subiu 19% e o valor total gasto cresceu 21%.
A CNN Brasil teve acesso em primeira mão ao levantamento que analisou dados de uma base de 34.823 beneficiários que compraram ao menos um medicamento relacionado à saúde mental entre janeiro de 2025 e junho de 2026. O estudo evidenciou que o primeiro semestre de 2026 registrou um aumento na quantidade de compradores e nas compras de medicamentos para depressão em relação ao mesmo período do ano anterior.
A empres de benefícios de bem-estar corporativo, Vidalink, realizou o levantamento. Entre as pessoas que mantiveram o benefício da Vidalink ativo durante os dois semestres completos, o número de compradores cresceu 9,4%, um aumento de aproximadamente dois mil compradores em relação a 2025.
Já o valor movimentado também apresentou alta: as compras transacionadas pela plataforma passaram de R$ 10 milhões para R$ 11,5 milhões, um crescimento de 15,3%.
Para Luis Gonzalez, CEO e cofundador da Vidalink, os dados mostram que a discussão sobre saúde mental vem ganhando espaço na rotina dos colaboradores.
“Os números mostram um aumento consistente tanto no número de pessoas que utilizam medicamentos para depressão e ansiedade quanto na frequência dessas compras. Não podemos atribuir esse movimento a uma única causa, mas ele reforça a importância de olhar para a saúde mental de forma contínua, combinando acesso ao tratamento e ações de prevenção. Para as empresas, isso significa entender que cuidar da saúde mental dos colaboradores não é uma iniciativa pontual, mas uma parte cada vez mais importante da estratégia de cuidado e bem-estar”, afirma.
Avanço entre as gerações
O levantamento também aponta que Millennials e Geração X continuam concentrando a maior parcela das compras, mas foi a Geração Z que apresentou o crescimento mais acelerado entre os grupos analisados.
Além disso, a participação da Geração Z entre os compradores também aumentou 0,6 ponto percentual, a maior variação observada na composição geracional.
O crescimento também alcançou as outras faixas etárias. Entre os Millennials, o número de clientes subiu 10,2%, as compras aumentaram 12,1% e o valor total cresceu 16,8%.
A Geração X veio em seguida, com altas de 7,1% em clientes, 10,5% em pedidos e 14,3% no faturamento. Já os Baby Boomers (60+) registraram avanços mais discretos: 3,5% em compradores, 4,7% na quantidade de compras e 6,5% no valor transacionado.
Mulheres como maioria
Apesar das mudanças observadas nas gerações, o perfil de gênero seguiu estável. As mulheres representaram 64,1% dos compradores nos dois períodos, enquanto os homens corresponderam a 35,9%.
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