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Rubel vai além do folk e recebe os rappers Emicida e Rincon Sapiência em ‘Casas’, álbum que ecoa Los Hermanos

A partir do segundo álbum, Bloco do eu sozinho (2001), o grupo carioca Los Hermanos começou arquitetar sonoridade que se tornou referência de parte expressiva da música pop brasileira produzida a partir dos anos 2000. Casas, segundo álbum do cantor e compositor fluminense Rubel, ainda ecoa essa arquitetura, seja na formatação do repertório – especialmente nos metais orquestrados por Bubu Silva em músicas como Mantra e Pinguim – seja no timbre da voz do artista na gravação do samba Casquinha. É difícil dissociar Rubel do canto de Marcelo Camelo quando se ouve uma canção de espírito folk como Explodir. A faixa faz a conexão de Casas com o primeiro álbum de Rubel, Pearl (2013), gravado quando o artista ainda passava temporada nos Estados Unidos e lançado há cinco anos através da internet. Referências à parte, Rubel vai muito além do folk neste disco editado pelo selo do artista, Dorileo, e produzido pelo próprio Rubel com Martin Scian, com formatação adicional de Rodrigo Martins. Em Casas, o artista também evoca a MPB – como devoto de São Jorge Ben Jor – e faz conexões com o universo do hip hop, recepcionando os rappers Rincon Sapiência (convidado e parceiro em Chiste) e Emicida (convidado e parceiro na já mencionada música Mantra) neste disco adornado com samples e beats eletrônicos. Nascido em Volta Redonda (RJ) há 26 anos, mas criado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) desde os sete anos, Rubel Brisolla se perfila, mais poético do que autobiográfico, em Colégio, música que faz as honras de Casas na abertura do disco. Fonte: G1

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