Zema diz que vice “provavelmente será do Novo” e que definição sai nesta quarta-feira

Pré-candidato afirmou que definição do vice ocorrerá até esta quarta-feira e voltou a defender redução da máquina pública e mudanças nas regras para nomeação ao Supremo.
O candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta terça-feira (4) que o nome de seu candidato a vice-presidente deverá ser escolhido dentro do próprio partido, indicando a formação de uma chapa “puro sangue”. A declaração foi dada durante sabatina promovida pelo G4 em parceria com O Antagonista, em meio às negociações para composição da chapa presidencial.
Segundo Zema, a definição será anunciada até esta quarta-feira (5). “O vice vai ser definido até amanhã. Provavelmente alguém do partido. Tem conversas (com outros partidos), mas o mais provável é que fique internamente mesmo.”
Em entrevista coletiva após o evento, o candidato foi questionado sobre a possibilidade de o senador Eduardo Girão (Novo) ocupar a vaga de vice, mas evitou confirmar qualquer nome. “Temos conversado com alguns partidos e temos opções internas também. Lembrando que fui eleito e reeleito governador de Minas com chapa pura. Quero alguém comigo que venha para fazer o que é certo, queremos alguém ficha limpa. Até amanhã a tarde vai ser feito.”
Durante a sabatina, Zema também reforçou propostas de sua pré-campanha, como a redução da estrutura do governo federal para 22 ministérios, medida que, segundo ele, contribuiria para a diminuição dos gastos públicos. O candidato ainda destacou ações realizadas durante sua gestão à frente do Governo de Minas Gerais.
Outro tema abordado foi o Supremo Tribunal Federal (STF). Zema defendeu mudanças nos critérios para indicação de ministros da Corte, propondo idade mínima de 60 anos, ampla experiência jurídica ou acadêmica, restrições às decisões monocráticas e alterações no modelo de escolha dos integrantes do tribunal.
“Eu quero novas regras. Primeiro, quero aprovar uma lei que quem vai para o Supremo precisa ter pelo menos 60 anos de idade, ser alguém com uma longa carreira jurídica ou acadêmica, acabar com decisões monocráticas em várias coisas. Hoje o Congresso vota uma coisa e um (ministro do) Supremo, um, vai lá e “desvota” tudo. E quero que o presidente não tenha mais a liberdade que tem hoje para indicar as pessoas para o Supremo. Eu quero que o presidente receba uma lista tríplice de notáveis, preparada pelo Senado, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não que fique nomeando advogado e ministro dele, como foi feito.”
Por Lala Freitas / 04/08/2026 às 14:30
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil






