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PP rejeita apoio a candidaturas presidenciais e elimina chance de Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro

Decisão da executiva do Progressistas frustra acordo para que a senadora sul-mato-grossense integrasse a chapa presidencial do PL nas eleições de 2026.

O Progressistas (PP) anunciou nesta sexta-feira (31) que permanecerá neutro na disputa pela Presidência da República em 2026. A decisão inviabiliza a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) integrar a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidata a vice-presidente.

Em nota, o partido informou que a posição foi definida após consulta aos diretórios estaduais e que a decisão foi comunicada à senadora, líder da bancada do PP no Senado.

“O Progressistas, após consulta aos diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina.”

A definição também foi confirmada pelo tesoureiro nacional da legenda, deputado federal Ricardo Barros (PP-PR). Com isso, fica sem efeito o acordo político firmado entre Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina para que ela ocupasse a vaga de vice na chapa presidencial.

O anúncio ocorreu poucos minutos depois de Flávio Bolsonaro conceder entrevista à imprensa em seu comitê de campanha, em São Paulo. Na ocasião, o senador confirmou que havia convidado a parlamentar para compor a chapa e afirmou que ela havia aceitado o convite, mas ressaltou que a decisão final dependia da posição do partido.

“O convite foi feito, ela aceitou e agora estamos nas conversas para saber se o partido vai avançar ou não. Enquanto isso, a gente continua em conversa com outros partidos.”

Flávio Bolsonaro participou da agenda ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e de vereadores da cidade. Também esteve presente a economista Daniela Marques (Republicanos), que integra a equipe econômica da campanha e segue entre os nomes cotados para a vice-presidência, embora também enfrente resistência dentro de sua legenda.

Pela legislação eleitoral, Flávio Bolsonaro tem até o próximo dia 5 de agosto para oficializar o nome que disputará a vice-presidência em sua chapa.

Nos bastidores, Tereza Cristina vinha afirmando que não pretendia aceitar o convite, mas passou a ser pressionada por integrantes da família Bolsonaro, pelo governador Tarcísio de Freitas e por lideranças do agronegócio para integrar a composição. A aliança, no entanto, dependia de um entendimento entre o PL e a federação formada por PP e União Brasil, que optou por não apoiar nenhum candidato à Presidência. Segundo lideranças da federação, um alinhamento nacional poderia comprometer estratégias eleitorais em estados onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui maior força política.

Por Lala Freitas / 31/07/2026 às 15:30

Senadora Tereza Cristina Geraldo Magela/Agência Senado

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