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WEG anuncia lucro de R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre, alta de 0,9%

A fabricante de equipamentos catarinense WEG registrou lucro líquido de R$ 1,66 bilhão no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi acompanhado pelo avanço das vendas, principalmente no mercado externo.

A margem líquida, que mede a parcela da receita convertida em lucro, ficou em 15,3%, ante 16,1% um ano antes, queda de 0,8 ponto percentual. A receita operacional líquida somou R$ 10,8 bilhões entre julho e setembro, aumento de 5,7% na comparação anual.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 3,1%, para R$ 2,345 bilhões. A margem Ebitda recuou de 22,2% para 21,6%. Os custos dos produtos vendidos avançaram 6,8%, acima do crescimento da receita, e atingiram R$ 7,29 bilhões. Com isso, a margem bruta caiu 0,7 ponto percentual, para 32,9%.

No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido da WEG somou R$ 4,68 bilhões, queda de 2,2% em relação aos primeiros nove meses de 2025. A receita recuou 0,3%, para R$ 30,4 bilhões, enquanto o Ebitda diminuiu 0,7%, para R$ 6,66 bilhões.

À CNN, o diretor financeiro da companhia, André Rodrigues, destacou o avanço no mercado externo, que respondeu por 62,5% da receita total, participação recorde na história da empresa, ante 61% no terceiro trimestre de 2025. A receita externa alcançou R$ 6,78 bilhões, alta de 8,3%.

Medida em dólares, a receita externa aumentou 14,8%, para US$ 1,321 bilhão, apesar da valorização do real. O dólar médio utilizado pela companhia passou de R$ 5,45 no terceiro trimestre de 2025 para R$ 5,14 no mesmo período de 2026.

O segmento de data centers segue firme e agora começa a fazer receita com demanda por equipamentos auxiliares, como geradores e sistema de refrigeração.

“A demanda por grupos geradores para atender data centers tem crescido. A aquisição da Marathon, nos EUA, foi estratégica. Anunciamos um crescimento de grande porte para aumentar nossa produção de geradores na América do Norte”, disse Rodrigues. “Como trimestre passado, tivemos crescimento de sistemas de ventilação e refrigeração voltado a data centers”, acrescentou.

Outro destaque é a área de geração, transmissão e distribuição de energia, cuja receita no exterior cresceu 24,1%, para R$ 2,495 bilhões. Nesse segmento, a WEG apontou oportunidades na América do Norte, sobretudo em transformadores destinados ao reforço da infraestrutura elétrica dos Estados Unidos.

Na área de equipamentos eletroeletrônicos industriais, a empresa também destacou a demanda externa do setor de óleo e gás.

No Brasil, a receita aumentou 1,8%, para R$ 4,073 bilhões. O desempenho foi sustentado principalmente pelas entregas de projetos de ciclo longo, como equipamentos de transmissão e distribuição e sistemas de automação. O negócio de geração solar, por outro lado, continuou pressionado pela menor demanda de geração distribuída e pela ausência de novos projetos de geração de grande porte (centralizada).

De acordo com Rodrigues, a companhia investiu R$ 905,4 milhões em modernização e expansão da capacidade produtiva, máquinas, equipamentos e softwares no trimestre. O valor representa crescimento de 34,6% sobre os R$ 672,6 milhões aplicados no mesmo período de 2025. As unidades no exterior receberam 60,2% dos recursos.

Entre os projetos estão ampliações da produção de transformadores no Brasil, México, Colômbia e Estados Unidos, além da expansão da capacidade de motores de alta tensão na China.

A pressão sobre a margem bruta foi um ponto de atenção e refletiu principalmente o encarecimento de matérias-primas, com destaque para o cobre, além das mudanças e do aumento das tarifas de importação nos Estados Unidos. A companhia também apontou despesas com pessoal em patamar mais elevado, relacionadas à expansão da capacidade produtiva.

Destaques do trimestre

Entre os fatos relevantes ocorridos julho e setembro, empresa anunciou um investimento de R$ 330 milhões para dobrar a capacidade de produção de sua fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), em Itajaí (SC).

A empresa também anunciou que foi contratada pela Engie Brasil Energia para fornecer duas unidades geradoras destinadas à expansão da Usina Hidrelétrica Jaguara, em um projeto com investimento total de R$ 1,2 bilhão.

A empresa catarinense anunciou também um investimento de US$ 165 milhões, cerca de R$ 840 milhões, para ampliar sua produção de geradores na América do Norte.

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Fonte: Matéria Original

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