
Com o presidente Donald Trump em seu pior nível de aprovação em seu segundo mandato, os republicanos enfrentam um cenário político difícil para as Eleições de Meio de Mandato, segundo uma nova pesquisa da CNN conduzida pela empresa de dados SSRS.
Em âmbito nacional, os eleitores dizem preferir candidatos democratas aos republicanos por uma margem de oito pontos — ligeiramente menor do que a vantagem de 12 pontos registrada na pesquisa da CNN de setembro, às vésperas das Eleições de Meio de Mandato de 2018, no primeiro mandato de Trump.
Mas Trump é ainda mais impopular do que era em 2018, enquanto a percepção sobre a economia piorou consideravelmente. Em seu primeiro mandato, Trump registrava avaliações positivas sobre a economia, que os americanos consideravam em grande parte próspera. Agora, apenas 27% aprovam sua atuação na área, queda de 22 pontos em relação a 2018. Apenas 28% consideram as condições econômicas boas — uma queda de 41 pontos.
O tema ganhou relevância entre os eleitores: 68% dos entrevistados registrados consideram a economia “extremamente importante” para sua decisão de voto, percentual superior ao registrado no período anterior às duas últimas eleições de Meio de Mandato. E, em uma mudança em relação às tendências recentes, os americanos dizem concordar mais com os democratas do que com os republicanos quando o assunto é economia.
Isso produz um eleitorado no qual os apoiadores de Trump estão em grande parte indiferentes, enquanto seus opositores demonstram forte rejeição. Em um recorde para um presidente em exercício nas Midterms desde a era de George W. Bush, 44% dos eleitores registrados afirmam que seu voto para o Congresso será uma mensagem de oposição a Trump. Apenas 19% dizem que será uma mensagem de apoio ao presidente.
Ao mesmo tempo, o público permanece dividido sobre o que uma vitória democrata no Congresso poderia significar para o custo de vida nos Estados Unidos ou para a própria situação financeira.
Apoio a Trump continua em queda
No geral, apenas um terço dos americanos aprova o desempenho de Trump no cargo, dando continuidade ao declínio observado ao longo de seu segundo mandato. O índice é semelhante aos 34% registrados em julho, mas representa o menor nível numérico de aprovação em qualquer um dos dois mandatos de sua presidência.
Apenas 13% dizem aprovar fortemente seu desempenho, outro mínimo em sua trajetória presidencial. Somente 24% afirmam que Trump tem as prioridades corretas, e apenas 20% aprovam sua condução da inflação.
Dois terços dos americanos dizem que Trump piorou as condições econômicas do país, e a maioria afirma que a guerra no Irã e as novas tarifas tiveram efeito negativo sobre as próprias finanças. Em contraste, poucos dizem perceber benefícios de políticas de Trump, como mudanças na legislação tributária ou a criação das Trump Accounts para crianças nascidas durante seu segundo mandato.
A maioria também considera o aumento dos preços da gasolina uma dificuldade financeira para suas famílias. Embora apenas cerca de um quarto classifique essa dificuldade como grave, o público permanece cético sobre a existência de um plano de Trump para enfrentar o problema.
Uma maioria de 57% dos americanos afirma se sentir insegura em relação às próprias finanças, enquanto quase metade demonstra estresse com o futuro financeiro — sentimento especialmente forte entre os adultos mais jovens. Apenas 31% dizem sentir esperança e 23% afirmam sentir segurança, quedas de oito e sete pontos percentuais, respectivamente, em relação à primavera.
Mais de um terço não está confiante de que conseguirá manter o padrão de vida atual, resultado pior do que os registrados no fim da Grande Recessão.
Embora os republicanos não tenham abandonado Trump, relativamente poucos permanecem entusiasmados com o atual momento de sua presidência. Apenas 35% aprovam fortemente sua atuação, contra 66% em setembro de 2018. Na pesquisa mais recente, 50% dos republicanos desaprovam sua condução da inflação, 59% dizem que a guerra no Irã prejudicou suas finanças e quase metade afirma que Trump piorou as condições econômicas ou não teve efeito sobre elas.
Democratas ganham vantagem na economia
Os democratas estão mobilizados para as Eleições de Meio de Mandato, mas as expectativas do público em relação a um Congresso controlado pelo partido não são altas.
No geral, os eleitores afirmam, por 49% a 41%, que apoiariam um candidato democrata em vez de um republicano em seu distrito congressional. Eleitores democratas e aqueles que se identificam ou tendem ao Partido Democrata têm 16 pontos percentuais a mais de probabilidade do que os republicanos de dizer que estão extremamente motivados a votar neste ano.
Entre o público em geral, a rejeição a Trump e a insatisfação com o cenário atual coexistem com um ceticismo considerável sobre as perspectivas de um Congresso controlado pelos democratas.
Tanto os democratas quanto os republicanos no Congresso são profundamente impopulares e têm índices de aprovação semelhantes, com cerca de um quarto dos americanos aprovando cada partido.
Os americanos afirmam, por uma margem de 10 pontos, que um Congresso controlado pelos democratas teria efeito positivo sobre a política de saúde. Mas estão divididos sobre se uma mudança de poder teria impacto positivo ou negativo no custo de vida, nas próprias finanças, na corrupção ou na política externa.
Ainda assim, os democratas aparecem à frente em uma questão crucial: eles têm vantagem de sete pontos sobre os republicanos como o partido mais próximo das opiniões dos americanos sobre a economia. É o melhor resultado para os democratas e o pior para os republicanos nesse tema nos últimos quatro anos.
Uma maioria de 68% dos eleitores considera a economia “extremamente importante” para seu voto, liderando uma lista de mais de dez temas. O percentual é superior aos 59% registrados no outono de 2022 e aos 44% do outono de 2018.
A pesquisa também mostra que as próprias eleições, a integridade eleitoral e o direito ao voto estão entre as principais preocupações dos eleitores, com 61% considerando o tema extremamente importante. A maioria também classifica inflação e saúde como temas extremamente importantes.
Outras questões controversas, como centros de dados e inteligência artificial, aborto e políticas relacionadas à identidade de gênero e às pessoas trans, não despertam o mesmo nível de preocupação.
As decisões dos eleitores, porém, nem sempre dependem dos temas considerados mais importantes. Mais da metade afirma que outros fatores serão mais determinantes na escolha para o Congresso neste ano. Em um momento de forte insatisfação com Washington, cerca de um terço diz que seu voto será motivado principalmente por qual partido controlará a Câmara dos Representantes, incluindo quase quatro em cada dez dos eleitores mais motivados.
A pesquisa da CNN foi conduzida pela SSRS online e por telefone entre 16 e 17 de setembro, com uma amostra nacional aleatória de 1.206 adultos, incluindo 867 eleitores registrados. Os resultados para a amostra completa têm margem de erro de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Entre os eleitores registrados, a margem é de 4,1 pontos percentuais.
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