Moraes nega prisão domiciliar de Bolsonaro e determina retorno à PF após alta hospitalar.

Ministro do STF rejeita pedido da defesa após cirurgias e afirma que tratamento pode ser realizado na Superintendência da Polícia Federal.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (1º) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de prisão domiciliar humanitária após a alta hospitalar. Com a decisão, Bolsonaro deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde cumpre pena.
Bolsonaro estava internado desde o último dia 24 no hospital DF Star, em Brasília, para a realização de uma cirurgia de hérnia. Durante a internação, apresentou picos de hipertensão e crises de soluço, motivo pelo qual foi submetido a três procedimentos cirúrgicos, realizados no sábado (27), na segunda-feira (29) e na terça-feira (30).
A alta hospitalar está prevista para esta quinta-feira. A defesa solicitou que o ex-presidente não retornasse à unidade da Polícia Federal, argumentando questões de saúde. No entanto, segundo Moraes, não houve agravamento do quadro clínico. Em sua decisão, o ministro afirmou que “diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”.
“Destaco, ainda, que todas as prescrições médicas indicadas como necessárias na petição da defesa podem ser integralmente realizadas na Superintendência da Polícia Federal, sem qualquer prejuízo à saúde do custodiado, uma vez que, desde o início do cumprimento de pena, foi determinado plantão médico 24 horas por dia; bem como autorizado acesso integral de seus médicos, com os medicamentos necessários, fisioterapeuta e entrega de comida produzida por seus familiares”, afirmou Moraes.
De acordo com a equipe médica, após as três cirurgias houve melhora do quadro de soluços, mas Bolsonaro deverá continuar com tratamentos não invasivos para controlar o problema. Segundo boletim médico divulgado na quarta-feira (31), uma endoscopia apontou a “persistência de esofagite e gastrite”.
O documento informa ainda que o ex-presidente “segue em tratamento para doença do refluxo gastroesofágico, em fisioterapia respiratória, terapia de CPAP noturno [aparelho que ajuda na respiração] e medidas preventivas para trombose”.
O cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe médica, afirmou que “a endoscopia mostrou o quadro que ele já tinha, que é uma gastrite e uma esofagite erosiva. Provavelmente nós suspeitamos que essa esofagite é muito causadora dos soluços”.
Após a alta, Bolsonaro recebeu orientações de autocuidado, como se alimentar de forma fracionada e evitar deitar logo após as refeições para prevenir refluxo. Segundo os médicos, ele também precisará manter curativos e ter atenção especial ao risco de quedas em razão do uso do CPAP.
Por Kaylan Anibal / 01/01/2026 às 15:00
Foto: Reprodução/Redes Sociais






