
Uma pesquisa arqueológica oficialmente autorizada pelo governo da Turquia iniciou o mapeamento detalhado da Formação Durupınar, uma estrutura de 157 metros de comprimento localizada no distrito de Doğubayazıt, perto do Monte Ararat. Durante o anúncio do início dos trabalhos de perfuração, a diretora de marketing do projeto, Lauren Witzke, afirmou em redes sociais que o estudo reescreverá currículos universitários e que “o darwinismo será destruído” com as evidências obtidas no local.
A investigação é conduzida por arqueólogos da Universidade Sivas Cumhuriyet em parceria com o grupo Noah’s Ark Scans.
Mapeamento tecnológico e evidências no subsolo
O projeto científico utiliza tecnologias não invasivas como georradar (GPR), tomografia de resistividade elétrica (ERT), tecnologia LiDAR e análises químicas para mapear o terreno sem a necessidade de escavações imediatas.
Os levantamentos geofísicos iniciais revelaram a presença de estruturas subsuperficiais com ângulos retos, identificando compartimentos semelhantes a salas situados a 9 metros de profundidade. Além disso, análises laboratoriais de amostras de solo coletadas em 2024 apontaram que o interior da formação em formato de barco possui uma concentração de matéria orgânica quase três vezes maior em comparação com o solo da área externa.
Histórico de descobertas e âncoras de pedra
A Formação Durupınar foi exposta na década de 1940 após chuvas intensas e terremotos moverem toneladas de terra na região. O formato de embarcação foi fotografado pela primeira vez em 1959 pelo capitão İlhan Durupınar durante um voo de mapeamento da Força Aérea turca. Uma expedição inicial nos anos 1950 utilizou escavadeiras e dinamite, mas encontrou apenas rochas. As investigações foram retomadas na década de 1980 pelo explorador Ron Wyatt, quando foram capturadas as primeiras imagens de radar do local.
Atualmente sob a direção do Prof. Dr. Cenker Atila, o estudo também examina grandes blocos de pedra perfurados encontrados no povoado vizinho de Arzap. Os pesquisadores apontam que essas estruturas funcionavam como âncoras de arrasto (drogue stones), artefatos utilizados por embarcações de grande porte na antiguidade.
Próximas etapas da investigação
Segundo os responsáveis pelo Noah’s Ark Scans, o plano de trabalho inclui perfurações profundas e o envio de um robô para capturar imagens do interior do terreno. Amostras de rochas e solo continuarão sendo submetidas a exames para identificar materiais produzidos por ação humana ou incompatíveis com a geologia local.
A equipe informou que escavações arqueológicas diretas só serão autorizadas após a conclusão total dos testes geofísicos e de perfuração no local.
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