
O técnico Lionel Scaloni revelou que “pressionou bastante” para garantir que Lionel Messi voltasse à seleção argentina para uma partida de despedida pouco depois de anunciar sua aposentadoria do futebol internacional. O treinador afirmou que não tinha certeza de que ainda estaria no comando da equipe quando uma homenagem pudesse ser organizada no futuro.
Messi anunciou a aposentadoria da seleção em agosto, pouco mais de um mês depois de a Argentina perder por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo.
Semanas depois, porém, o atacante foi convocado por Scaloni para fazer uma última partida em casa. Messi deverá participar do amistoso contra Benin, marcado para 6 de outubro, no estádio Monumental de Buenos Aires.
“Acredito que um jogador como ele merece isso. Pessoalmente, fiz a minha parte porque queria estar na despedida dele”, afirmou Scaloni a jornalistas nesta quinta-feira (24).
“Como não sei se estarei aqui depois, pressionamos bastante para que ele pudesse estar nesta partida. Sabíamos de tudo pelo que ele estava passando e, mesmo assim, ele demonstrou vontade e esforço para vir e poder se despedir com seu povo, com as pessoas que o amam tanto”, continuou o treinador.
Para Scaloni, a homenagem precisava acontecer neste momento.
“Se temos que prestar uma homenagem, temos que fazer isso agora. Com ele, nunca vai parar, mas, mais tarde, a magia talvez não seja a mesma”, explicou.
Futuro de Scaloni
Scaloni, que comandou a Argentina na conquista da Copa do Mundo de 2022 e de dois títulos da Copa América, tem contrato com a seleção até dezembro.
Questionado sobre uma possível atualização a respeito de seu futuro, o treinador afirmou que terá uma reunião nos próximos dias com Claudio Tapia, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA).
“É um sonho realizado, mas isso não significa que eu tenha que me agarrar ao cargo para sempre. Há algumas condições que precisamos discutir com o presidente, e vamos ver se conseguimos chegar a um acordo”, afirmou o técnico, de 48 anos.
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