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Inflação desacelera para 0,07% em julho, aponta IBGE

IPCA registrou menor alta para o mês desde 2022, enquanto recuo de alimentos e combustíveis ajudou a conter os preços

A inflação oficial do Brasil desacelerou em julho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,07%, após avançar 0,16% em junho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços de alimentos e combustíveis. Por outro lado, a alta da energia elétrica impediu uma desaceleração ainda maior do índice.

A taxa de 0,07% é a menor variação do IPCA para um mês de julho desde 2022, quando o indicador registrou deflação de 0,68%.

Apesar da desaceleração, o resultado ficou acima da expectativa do mercado financeiro. A mediana das projeções consultadas pela Bloomberg apontava para uma variação de 0% no mês.

No acumulado de 12 meses até julho, a inflação também desacelerou, passando de 4,64% até junho para 4,44%.

Com o novo resultado, o IPCA voltou a ficar abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. O indicador havia ultrapassado esse limite em maio.

Alimentos ajudam a conter avanço dos preços

Para a economista Rafaela de Sousa, da consultoria Buysidebrazil, os dados mostram uma inflação em um nível mais moderado, movimento relacionado principalmente à maior oferta sazonal de alimentos nesta época do ano.

Segundo a economista, o cenário abre espaço para que o Banco Central continue reduzindo a taxa básica de juros, embora os preços de serviços tenham apresentado um comportamento acima do esperado em julho.

Rafaela projeta pelo menos mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em setembro. Nesse cenário, a taxa chegaria a 13,75% ao ano.

Mercado vê possibilidade de novo corte da Selic

O economista Gabriel Pestana, da Genial Investimentos, também avaliou o resultado do IPCA como favorável. Para ele, o indicador trouxe mais um dado considerado confortável na margem e reforça a expectativa de uma nova redução dos juros.

A projeção também aponta para um corte de 0,25 ponto percentual na Selic em setembro, caso o cenário de inflação continue permitindo uma flexibilização da política monetária.

Por Alinne Souza / 11/08/2026 às 19:30

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

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