Correios suspendem fechamento de agências após ameaça de greve dos funcionários

Estatal adia parte do plano de reestruturação para negociar com sindicatos, mas mantém medidas de redução de despesas.
Os Correios suspenderam temporariamente o fechamento de agências previsto no plano de reestruturação da empresa após a ameaça de greve dos funcionários. A decisão permanecerá em vigor enquanto a estatal negocia com os sindicatos que representam os trabalhadores.
Segundo a empresa, a medida busca abrir espaço para que as entidades apresentem sugestões e questionamentos sobre as mudanças. Outras ações para reduzir despesas, como a venda de imóveis, continuam sendo executadas.
O fechamento de mil agências é considerado um dos principais pilares do plano de recuperação financeira dos Correios. Até o momento, 256 unidades foram desativadas. A expectativa é de uma economia de R$ 2,1 bilhões caso a medida seja concluída.
Outro ponto em discussão é um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), voltado aos empregados das agências que serão fechadas. A iniciativa poderá atingir cerca de 7 mil trabalhadores.
A reestruturação ocorre em meio à crise financeira da estatal. No primeiro trimestre de 2026, os Correios registraram prejuízo de R$ 3,158 bilhões, resultado atribuído à queda das receitas dos serviços postais tradicionais e ao aumento da concorrência no setor de logística.
Apesar das dificuldades, a empresa assinou nesta semana um contrato de R$ 2,3 bilhões com o Banco do Brasil, válido por cinco anos, para a prestação de serviços postais em âmbito nacional e internacional.
Por Ana Almeida / 10/07/2026 às 13:45
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